Escola de Chicago (sociologia)

A cidade de Chicago dos anos 20 e 30 constituía um riquíssimo "laboratório natural" de investigação: o crescimento rápido e desmesurado da cidade, a chegada contínua de (i)migrantes de todas as nacionalidades, raças e religiões incentivaram o nascimento de uma teoria distinta para as questões urbanas. A ecologia urbana forneceu os princípios para a análise dos novos modos de vida. O fenómeno da competição pelo terreno levou R. Park e E. W. Burgess a desenvolver a "teoria das zonas concêntricas", que relacionava o crescimento espacial da cidade com a sua segmentação social.
Há um cariz etnográfico na maior parte dos estudos da Escola de Chicago. A associação ao interacionismo simbólico deriva da ideia de que o estudo das áreas urbanas, dos grupos sociais e da ocupação espacial estão em relação com as identidades construídas através da perceção que o indivíduo tem de si próprio e da sua perceção da imagem que os outros têm de si. É o caso do trabalho de W. Thomas e de George Herbert Mead. Outros autores de relevo associados a esta escola são L. Wirth, W. F. Ogburn e R. Mackenzie. Nos anos 30, com a popularidade do funcionalismo de Parsons, o predomínio desta Escola começou a decair. Nos anos 40 uma nova geração surgiu em Chicago que contribuiu grandemente para um renovado interesse pelos interacionismo simbólico e pela investigação qualitativa. David Matza chamou-lhe a 'neo-chicagoan school' aí incluindo nomes como os de E. Goffman, W. F. White, Anselm Strauss, David Gold e Eliot Friedson.
Como referenciar: Escola de Chicago (sociologia) in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-20 20:27:01]. Disponível na Internet: