Esfinge

A Esfinge, criatura mitológica com corpo de leão e cabeça humana, é uma imagem importante para as lendas e artes egípcias e gregas. O mais famoso exemplo de aproveitamento artístico é a extraordinária Esfinge de Gizé, no Egito, do rei Khafre da IV dinastia (2575-2465 a. C.).
Foi no ano de 1600 a. C. que a imagem da Esfinge apareceu pela primeira vez no mundo grego e não foi antes de 1500 que o mesmo aconteceu na Mesopotâmia. Depois de 1200 a. C., as descrições de esfinges desapareceram da arte grega por um período de cerca de 400 anos, apesar de continuarem na Ásia com poses similares às da Idade do Bronze.
O corpo da esfinge foi-se modificando ao longo dos tempos e tornou-se mais gracioso. Serve de motivo decorativo em vasos gregos, de marfim ou de metal, e ornamenta também templos. No século V aparecem-nos ilustrações do encontro entre Édipo e a Esfinge em pinturas, nos vasos e em colunas. Segundo a lenda, a Esfinge encontrava-se junto ao monte de Tebas, para onde fora enviada por Hera, que quisera castigar um crime praticado pelo rei Laio. Sentada à beira do caminho, propunha a quem passava uma adivinha que lhe tinha sido ensinada pelas musas e, como ninguém acertava, a todos devorava. Um dia apresentou-se-lhe Édipo e a Esfinge perguntou: "Qual é o animal que ora tem dois pés, ora três, ora quatro, e é tanto mais fraco quanto mais pés tem?" Édipo respondeu: "É o homem na idade madura, na velhice e na infância." A Esfinge, enraivecida, precipitou-se da encosta e morreu despedaçada no vale.
Desta história nasceu ainda a ideia de que a Esfinge é omnisciente. Nos dias de hoje, a sua sabedoria é proverbial.
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