Espécies Zoobotânicas

Desde o aparecimento dos primeiros hominídeos que a caça e a recoleção de espécies em estado selvagem foram o garante da sobrevivência destas populações. Numa primeira etapa, os primeiros hominídeos não praticavam propriamente a caça mas sim a depredação, consumindo carcaças de animais em estado moribundo. Só mais tarde desenvolveram utensílios específicos para esta atividade (arcos, pontas de seta, armadilhas, etc.). As espécies consumidas até ao Neolítico foram-se diversificando.
Do final do Paleolítico inferior ao início do Paleolítico superior, o género de vida pouco evoluiu: é o período dos grandes caçadores. Sem preferência por uma espécie em particular, mas sabendo explorar a fundo os recursos de cada meio ambiente, eles são eficazes para atacar seja que caça for.
Assim, no Paleolítico inferior as preferências iam para o auroque, o veado, a lebre, o elefante, o rinoceronte de Merck, o lobo, o rinoceronte lanoso, o mamute e o javali. No Paleolítico médio assistimos à introdução de espécies novas, tais como a foca, o corço e as aves ribeirinhas.
Há cerca de 10 mil anos iniciou-se uma alteração capital na história do Homem: o aparecimento da criação de gado e da agricultura. Estes processos atingem de uma forma mais ou menos rápida todo o planeta, à exceção de algumas áreas em que persistiram os caçadores-recoletores.
Em meados do oitavo milénio, da Anatólia à Palestina, certos trigos (espelta, amidoado) e a cevada são pela primeira vez cultivados. Nesta mesma região, o carneiro, a cabra, o porco e o boi transpõem o limiar da domesticação.
O continente africano assiste a um gradual cultivo de diversas plantas autóctones: sorgo, milho-miúdo, arroz africano, inhame.
Com esta viragem da economia, a caça e a recoleção deixam de ter um papel predominante, já que o Homem pode agora dispor de carne e vegetais sem despender tantas energias.
Como referenciar: Espécies Zoobotânicas in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-31 04:17:04]. Disponível na Internet: