Estado Corporativo Português

O Estado corporativo português foi uma ideia posta em prática em 1930, segundo o modelo do fascismo italiano.
Ao longo desse ano deram-se a conhecer as orientações para a definição do Estado Novo. Foi criada a União Nacional, de carácter cívico-político, bem como outras estruturas de apoio ao regime que provocariam a falência da democracia parlamentar.
O Estado corporativo foi institucionalizado dentro deste espírito através do Estatuto do Trabalho Nacional, juntamente com demais legislação respeitante a associações sindicais, casas do povo e previdência social. Fazia parte dos organismos estruturantes do novo regime com o intuito de realizar uma diferente organização económica na qual o Estado detinha um papel preponderante. Aliás estava de acordo com uma das grandes linhas do regime - o nacionalismo corporativo. A estruturação da política e da sociedade só poderia ser eficaz, na opinião dos dirigentes, se se constituísse um Estado social e corporativo, que congregasse todos os indivíduos e seus interesses. O Estado corporativo ao proporcionar esta situação estava a integrar a nação (famílias, freguesias, municípios, corporações) no Estado. Naturalmente que a ação do Estado corporativo se fez sentir grandemente na economia com o seu poder regulador, afetando um setor já de si frágil que padecia de enormes dificuldades de consolidação, marcado nomeadamente por salários baixos e limitação da concorrência.
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