estratigrafia magnética

Construção da história do campo magnético terrestre pelo estudo da alternância das orientações magnéticas em rochas de diferentes idades e em diferentes lugares.
Muitas rochas registam o campo magnético que se verifica durante a sua cristalização. A polaridade do campo magnético é a orientação positiva ou norte e a orientação negativa ou sul. Podemos construir a história do campo magnético terrestre estudando as orientações do campo magnético em rochas de diferentes idades e em diferentes lugares.
O campo magnético terrestre inverteu várias vezes a sua polaridade através dos tempos geológicos, como se pode verificar utilizando métodos de datação radiométrica. Cada camada de rochas, do cimo, mais jovem, para a profundidade, representa progressivamente um período geológico mais antigo. A direção do magnetismo residual ou magnetismo fóssil pode ser determinada para cada camada, e esta sequência alternada dos campos magnéticos denomina-se estratigrafia magnética. A determinação da reversibilidade do campo magnético terrestre durante os últimos 5 milhões de anos foi feita desta maneira. Esta informação é utilizada pelos arqueólogos, antropólogos e geólogos. Por exemplo, a estratigrafia magnética dos sedimentos continentais foi utilizada para datar sedimentos contendo restos de predecessores da nossa própria espécie.
A orientação do campo magnético terrestre na atualidade é referida como normal e, durante o tempo em que ocorre a inversão, denomina-se invertida.
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