Eugène Dubois

Paleontólogo e geólogo holandês, Marie Eugène Francois Thomas Dubois nasceu a 28 de janeiro de 1858, na Holanda (Eijsden), tendo recebido a sua formação universitária em Anatomia, na Universidade de Amesterdão. Em Java e Sumatra (nas então Índias Orientais Holandesas), para onde partira em 1887 com o intuito de trabalhar no serviço médico militar, Dubois iniciou a sua atividade como paleontólogo e antropólogo, ao serviço do governo holandês, procurando e investigando fósseis. Entre 1891 e 1893, em Java (na região do Rio Trinil) fez a sua mais importante descoberta: um crânio, alguns dentes molares e um fémur do que batizou comoPithecanthropus erectus, também conhecido por "O Homem de Java", e que Dubois considerou ser o "elo perdido" na cadeia evolutiva da espécie humana, entre o macaco e o homem. Para suportar tal afirmação, que reiterou durante toda a sua vida, Dubois apresentou como argumentos o desenvolvimento da dentição e o volume craniano do Pithecanthropus erectus, em ambos os caso num estádio intermédio entre o macaco e o homem, bem como as indicações apresentadas pelo fémur encontrado que apontavam no sentido do hominídeo em causa caminhar numa posição ereta.
Após regressar à Holanda em 1895, e de se tornar Professor de Geologia, Mineralogia e Paleontologia na Universidade de Amesterdão (em 1889), Eugène Dubois continuou a tentar convencer a comunidade científica da validade da sua descoberta. Inicialmente muito contestado e até ridicularizado, Dubois chegou mesmo a impossibilitar a observação dos fósseis em questão (entre 1894 e 1923), mas acabou por viver o tempo suficiente para assistir à confirmação da sua teoria e ao seu reconhecimento como um dos fundamentais impulsionadores da Paleontologia como ciência. Tal aconteceu nos anos 20, para o que muito contribuíram as descobertas de Koenigswald e Teuku na mesma região onde Dubois produzira o seu achado, que viria então a ser rebatizado como Homo erectus.
Eugéne Dubois faleceu em Haelen, na Holanda, no dia 16 de dezembro de 1940.
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