experimentalismo

Por experimentalismo, termo que apenas surge com a conotação atual no século XVII, entende-se tudo o que diga respeito à experiência empírica das coisas. Tal se advogava largamente nos séculos XV e XVI no que à expansão portuguesa se referia, como aliás testemunham diversos cronistas, entre os quais Gomes Eanes de Zurara. Assim, era compreensível e óbvio que o experimentalismo, - que implicava um estímulo ou provocação com o intuito de conseguir uma resposta - fosse um elemento do quotidiano daqueles que contactavam com novas civilizações. Aliás, sem a iniciativa que leva à experiência não tinham sido tão vastos os territórios descobertos para a Coroa de Portugal. Grandemente valorizado no Renascimento, como atestam os conhecidos inventos de Leonardo da Vinci, era o mais corrente entre os homens de ciência considerar que a verdade provinha do contacto com a natureza das coisas, sem qualquer alteração. Apesar disso, é importante frisar que em Portugal na centúria de 1500 se conotava ainda a experiência com a observação. Foi este método extremamente importante para a arte de marear, uma vez que a contínua observação e comparação dos astros e de fenómenos naturais apuraram cada vez mais a ciência, dando origem aos diversos tratados. Como a experiência era a madre das coisas, segundo Duarte Pacheco Pereira, iam os navegadores testando as teorias criadas e verificando as variações e especificidades.
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