exploração

O processo de exploração, segundo Marx, pode ser encontrado nas sociedades feudalistas, onde os servos trabalhavam nas terras dos senhores e produziam tanto para si como para as classes que socialmente os regulavam, transferindo uma parte ou a totalidade do produto realizado. Nas sociedades capitalistas e na perspetiva marxista, os trabalhadores trocam a sua força de produção por um salário que tem um valor menor do que o que corresponderia ao real valor de mercado do trabalho relativamente aos bens produzidos. O detentor do capital, o capitalista, associa esta força de trabalho juntamente com a matéria-prima e equipamentos, entre outros elementos, e vende os produtos resultantes. Segundo os marxistas, o processo de exploração não está na mais-valia ou na percentagem que poderá ser colocada sobre o produto final antes de o vender, na fase comercial, mas sim no facto de o lucro também ser retirado da diferença entre o valor do trabalho e do salário efetivamente pago, ou seja, durante o processo de produção.
Em sentido mais lato, o termo exploração é utilizado para caracterizar situações extremas de abuso e violência relativamente a pessoas que foram usurpadas dos seus direitos, nomeadamente situações de escravidão, com contornos de brutalidade e desumanidade, em contextos ilegais tanto relativamente à lei e ordem nacional como internacional.
O conceito de exploração tem vindo a ser progressivamente generalizado a situações de discriminação de vária ordem, racial, sexual, económica, etária, etc., que não têm necessariamente conexão com relações de trabalho ou de produção, como sempre que existem diferenças de tratamento, dos homens relativamente às mulheres, dos brancos relativamente aos negros, ou dos pais relativamente aos filhos, entre outras situações.

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