expressão da informação genética

Os genes, segmentos presentes no ácido desoxirribonucleico (ADN), incluem a informação genética necessária para a síntese de proteínas, moléculas indispensáveis à manifestação das características genéticas dos seres vivos.
No ADN a linguagem é de quatro letras, as quatro bases azotadas presentes nos nucleótidos, enquanto que nas proteínas a linguagem inclui vinte e duas letras, os vinte e quatro aminoácidos comuns a todos os seres vivos. Assim, a expressão da informação genética, que se traduz na síntese proteica, implica a transformação da linguagem codificada no ADN (sequência de nucleótidos) para a linguagem das proteínas (sequência de aminoácidos). Para tal, existe o chamado código genético, cujos símbolos são as bases dos nucleótidos.
Uma vez que a síntese proteica ocorre nos ribossomas, que se localizam no citoplasma, e o ADN se encontra no núcleo das células, para que a expressão da informação genética se processe é necessária a transferência de informação. Ao nível do núcleo celular dá-se a síntese de uma molécula de ácido ribonucleico (ARN), complementar de uma porção do ADN que contém a informação. É esta molécula de ARN que transporta a mensagem em código de nucleótidos até aos ribossomas, onde se irá processar a síntese proteica.
Ao nível dos ribossomas, a mensagem transportada pela molécula de ARN é traduzida por seleção, ordenação e ligação de aminoácidos que irão formar as proteínas, tendo em conta a ordem determinada pelo ADN.
A sequência de aminoácidos numa proteína é muito importante para a determinação da estrutura final da molécula, que condiciona a sua função biológica, quer se trate de proteínas estruturais, de transporte ou de enzimas.
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