extinções em massa

Quando se estuda a evolução ao longo de um grande período de tempo, verifica-se a ocorrência de períodos durante os quais um grande número de grupos animais ou vegetais são extintos simultaneamente.
Estes acontecimentos designam-se por extinções em massa. O maior cataclismo que provocou estas extinções ocorreu há cerca de 225 milhões de anos, quando cerca de metade das famílias de invertebrados marinhos de águas pouco profundas e 90% das espécies marinhas desapareceram em alguns milhões de anos. Foi a extinção pérmica. A extinção cretácica, ocorrida há cerca de 65 milhões de anos, marcou o fim dos dinossauros bem como de numerosos invertebrados marinhos e muitos pequenos grupos de répteis.
As causas das extinções em massa e a sua ocorrência em intervalos de aproximadamente 26 milhões de anos são muito difíceis de explicar. Walter Álvarez admitiu que a Terra era periodicamente bombardeada por asteroides, cujo impacto seria a causa destas extinções em massa. Estes bombardeamentos podiam ter mudado drasticamente o clima da Terra, libertando detritos para a atmosfera que bloqueavam a passagem da luz solar. A alteração da temperatura provocada alteraria a capacidade de tolerância de muitas espécies. Esta hipótese está a ser testada de várias maneiras, incluindo o estudo de crateras de impacto provocadas pelos asteroides e o estudo dos minerais existentes nos estratos onde as extinções em massa ocorreram.
A existência de concentrações atípicas de elementos raros na Terra, como, por exemplo, o irídio em alguns estratos indicia que este elemento resultou da queda de asteroides.
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