fácies metamórfica

Associação de diferentes minerais que, geralmente, se encontram associados nas rochas metamórficas. Em presença de um determinado mineral índice, a fácies indica as condições de temperatura e pressão que caracterizam a génese de uma determinada rocha.
Foi proposta pelo famoso geólogo finlandês Pennti Eskola uma classificação de aplicação universal de fácies, em que as condições de pressão e temperatura são explicitadas, qualquer que seja a profundidade da génese da rocha metamórfica. Estas fácies agrupam as rochas que foram metamorfizadas em condições físicas próximas, qualquer que seja a sua composição.
Em geral, consideram-se as seguintes fácies metamórficas: Fácies das corneanas, rochas formadas a alta temperatura e baixa pressão, condições que geralmente se encontram envolvendo intrusões magmáticas, tais como batólitos, diques, etc.
Fácies dos piroxenitos formadas a relativamente baixa pressão e temperatura durante o metamorfismo de afundimento, que originam rochas de baixo grau de metamorfismo.
Fácies de xistos verdes, formadas a partir de rochas xistentas são sujeitas a pressões, originando xistos verdes ricos em clorite.
Fácies dos anfibolitos formadas num grau intermédio de temperatura e pressão, entre os cerca de 450 ºC e 650 ºC e a pressões compreendidas entre os 4 e 10 quilobares, originando rochas ricas em horneblenda e, como minerais acessórios, granadas e plagióclases. Se as rochas originais contêm moscovite, minerais de argila ou feldspatos, a fácies dos anfibolitos também contêm grãos de estaurolite, andaluzite e silimanite.
Fácies dos granulitos (granito moscovítico), fácies de alto grau de metamorfismo, originadas a altas pressões e temperaturas, em cujas reações não há minerais hidratados. Estas condições ultra-secas, inibem a fusão, produzindo minerais que são estáveis entre os 700 ºC e os 800 ºC. As rochas apresentam quartzo e biotite, piroxenas de altas temperaturas, granadas, andaluzite e silimanite.
Fácies dos eclogitos, constituídas por uma rara associação de minerais que se formam só em condições extremamente altas de pressão e temperatura dos meios onde ocorrem. Nestas fácies são encontradas intrusões de kimberlitos, rochas ultramáficas. Estas fácies apresentam grandes quantidades de piroxenas e granadas ricas em ferro que cristalizam a pressões que excedem os 10 quilobares (correspondentes a uma profundidade de cerca de 35 quilómetros) e a cerca de 840 ºC. Estas rochas têm, possivelmente, origem no manto superior.
Fácies de xistos azuis contêm minerais que somente são estáveis a altas pressões e a relativamente baixas temperaturas. O mineral mais significativo é a glaucofana, que dá a característica cor azulada a estas rochas.
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