Faith No More

A origem dos Faith No More, grupo rock norte-americano, remonta a 1981, em Bay Area, Califórnia, onde os músicos Mike "Puffy" Bordin (n. Michael Andrew Bordin, 27-11-62, São Francisco), Billy Gould (n. William David Gould Junior, 24-04-63, Los Angeles), Mike Morris e Wade Worthington formaram uma banda chamada Faith No Man. Quando Worthington foi substituído pelo teclista Roddy Button (n. Roswell Christopher Bottum, 01-07-63, Los Angeles) e Mike "The Man" Morris saiu, o grupo mudou a sua designação para Faith No More. Em 1983, juntaram-se à banda o guitarrista Mark Bowen e o vocalista Chuck Mosely, depois de ter passado pelo grupo uma série de vocalistas, tais como Joe "Pop-o-Pie" Pye, Paula Frazer e Courtney Love. No mesmo ano, Jim Martin foi recrutado para substituir o guitarrista Mark Bowen.
Com a formação estabilizada em Mike Bordin na bateria, Billy Gould no baixo, Roddy Button nas teclas, Jim Martin na guitarra e Chuck Mosely na voz, os Faith No More lançaram o álbum de estreia, We Care a Lot, pela Mordam Records, em 1985, e cujo tema-título ficou como um dos clássicos do grupo. Com uma fusão de heavy-metal, funk, rap e rock progressivo, os Faith No More criaram um considerável culto à sua volta.
Um ano depois o grupo assinou contrato com a editora Slash Records e, em 1987, foi lançado o seu segundo álbum, Introduce Yourself. A digressão subsequente obteve enorme sucesso, mas, no final, a banda resolveu demitir Mosely, devido ao consumo do álcool, que limitava sua capacidade vocal e provocava constantes discussões com os restantes membros da banda. Em 1988, Mike Patton (n. Michael Allan Patton, 27-01-68, Eureka), o vocalista dos Mr. Bungle, juntou-se aos FNM por sugestão de Jim Martin, que tinha ficado impressionado com uma cassete da banda. Patton desde logo se revelou um vocalista mais versátil que Mosely. Em duas semanas, escreveu letras para as músicas em que o grupo estava a trabalhar e The Real Thing, o terceiro longa-duração, foi lançado seis meses depois. O álbum foi um sucesso graças a temas como "From Out of Nowhere", "Epic" e "Falling to Pieces" e a banda fez uma digressão com os Metallica, tocando para um imenso público. O grupo viu a sua popularidade mundial crescer, ao mesmo tempo que os seus vídeos passavam com insistência na MTV. Em fevereiro de 1990, a banda recebeu a nomeação para um Grammy na categoria de melhor desempenho Heavy Metal/Hard Rock. Em 1991, o tema "Epic" foi nomeado para um Grammy e para um MTV Music Video Award.
Em 1991, e aproveitando o grande êxito de The Real Thing (já disco de platina), o grupo lançou o registo ao vivo Live at Brixton Academy. Um vídeo com a mesma atuação, intitulado You Fat B**tards foi também lançado. Os Faith No More revelavam-se uma banda arrebatadora em palco, sendo solicitada por todo o mundo.
Com o quarto álbum de estúdio, Angel Dust (1992), o grupo confirmou o seu estatuto mundial, tendo sido mesmo nomeado para um Grammy. Deste trabalho fizeram parte temas como "Midlife Crisis", "Everything's Ruined" e "A Small Victory". Ao mesmo tempo, Martin começou a ficar descontente com o rumo que a musicalidade do grupo estava a tomar (não participou muito na elaboração de Angel Dust, com a exceção da guitarra-heavy em "Jizzlobber"). Após a digressão de promoção de Angel Dust, em novembro de 1993, Jim Martin deixou o grupo. No mesmo ano, saiu o single "Easy", versão do original dos Commodores.
Para o álbum de 1995, King for a Day, Fool for a Lifetime, foi recrutado o guitarrista dos Mr. Bungle, Trey Spruance. King for a Day incluiu temas como "Evidence", "The Gentle Art of Making Enemies", "Digging the Grave" e "Just a Man". Antes da digressão começar, Trey foi substituído por Deen Menta, guitarrista dos Duh.
Entretanto, os membros dos Faith No More decidiram dedicar-se a projetos paralelos, dando origem a rumores de que o fim do grupo estaria próximo. Mike Bordin participou na digressão de Ozzy Osbourne, Mike Patton entrou em digressão com os Mr. Bungle e lançou dois trabalhos a solo, Adult Themes For Voice (1996) e Pranzo Oltranzista (1997), e Roddy Bottum formou os Imperial Teen, cujo primeiro álbum, Seasick (1996), obteve grandes elogios da crítica. Deen Menta saiu da banda e, para o seu lugar, entrou Jon Hudson, um amigo de Billy e membro da banda System Collapse.
Em 1997, surgiu o sexto trabalho do grupo, ironicamente intitulado Album of the Year. Incluindo temas como "Ashes to Ashes", "Last Cup of Sorrow" e "Stripsearch", este viria a ser o último álbum de originais dos FNM.
No início de 1998, os rumores de uma possível separação da banda tornaram-se intensos. Várias especulações em torno do futuro dos Faith No More intensificaram-se ainda mais devido aos vários projetos paralelos que os seus membros resolveram retomar. Mike Patton, além de continuar atividade com os Mr. Bungle, fundou os Fantômas e juntou-se a outro projeto hard-rock, os Tomahawk.
A 6 e 7 de abril de 1998, o grupo tocou em Portugal, respetivamente no Porto e em Lisboa, naqueles que viriam a ser os seus últimos espetáculos. No dia 19 do mesmo mês, os Faith No More anunciaram o fim da sua atividade. Ainda em 1998, foi editado Who Cares a Lot? The Greatest Hits, que incluiu a versão de "I Started a Joke", dos The Bee Gees.
Sem qualquer atividade de estúdio da banda, foi editada, em 2003, uma coleção dos principais temas, intitulada This Is It: The Best of Faith No More, onde se podem encontrar os melhores temas do grupo.
Como referenciar: Faith No More in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-17 12:16:15]. Disponível na Internet: