famílias de línguas

Diz-se que duas ou mais línguas pertencem à mesma família quando são aparentadas geneticamente (historicamente), isto é, quando tudo leva a pensar que se desenvolveram a partir de uma origem comum.

Normalmente, a designação família de línguas é atribuída ao conjunto formado por todas as línguas conhecidas da mesma origem. Nesse conjunto, os subconjuntos constituídos por certas línguas mais estreitamente aparentadas entre si são geralmente denominados ramos ou sub-famílias.
Tendo-se já estabelecido, de uma forma relativamente rigorosa, os princípios e os métodos que definem as famílias de línguas, torna-se possível distinguir as principais: a indo-europeia; a fino-úgrica, altaica e línguas caucásicas, a camito-semítica, etc.

A família indo-europeia foi a primeira a ser estudada sistematicamente, a partir do século XIX. Por isso, é a que se encontra melhor estabelecida e serviu de modelo a todas as pesquisas da gramática comparada. Os subgrupos em que se divide esta família são as línguas germânicas, as célticas, as românicas, as eslavas, etc.

Entre as línguas românicas mais importantes estão o português, o castelhano, o catalão, o provençal, o francês e o italiano. O português nasceu da evolução do latim popular (como as outras línguas românicas), que, associado a línguas hoje desaparecidas como o osco, o umbro e os dialetos sabélicos, formava o ramo itálico. Este, por sua vez, tem a sua origem no indo-europeu primitivo.
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