Fedra

Figura mitológica, personagem de um tema (a história de Fedra e Hipólito) muito tratado na Antiguidade, nomeadamente por Eurípides, Apolodoro, Ovídio, Plutarco, Virgílio, Pausânias e Séneca (autores que, na sua maioria, influenciaram o dramaturgo francês Racine).
Fedra, cujo nome significa "brilhante", era filha de Pasífae e de Minos e irmã de Deucalião e Ariadne. Apaixonou-se pelo enteado Hipólito, filho do seu marido, o rei ateniense Teseu com a amazona Hipólita (ou Antíopa ou Melanipe), tendo esta paixão sido provocada por Afrodite, como vingança por Hipólito cultuar a deusa Artemisa. No entanto, este não correspondeu ao amor de Fedra, uma vez que, segundo a lenda, não gostava das mulheres ou decidira manter-se virgem por devoção a Artemisa. Fedra, com medo de que Hipólito contasse ao pai os seus devaneios, rebentou a porta do próprio quarto e acusou o enteado de a ter tentado violar. Teseu, encolerizado, pediu a Poseidon para matar o filho, o que este fez mandando um monstro assustar os cavalos do carro de Hipólito quando este se achava na praia. Os cavalos despistaram-se provocando a morte de Hipólito, matando-se seguidamente Fedra, consumida pelos remorsos. Fedra teve com Teseu dois filhos, Demofonte e Acamante.
Deve-se frisar o facto de esta ser uma das versões do mito, uma vez que na mitologia um conto tem usualmente muitas variantes, diferindo por vezes estruturalmente entre si.
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