Fernando Batalha

Arquiteto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora, a sul de Portugal.
Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura, iniciando a sua atividade com a participação no desenho do pavilhão principal da Exposição-Feira de Angola, em 1938. Nesse mesmo ano, conclui o Palácio do Comércio, obra pública iniciada pelo arquiteto Sá de Menezes. Em 1939, projetou o "Grande Hotel", em Luanda, construção proibida por Vieira Machado, então ministro das Colónias, por apresentar linhas demasiado modernas. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola, dos quais se destaca a reconstituição do Palácio do Governo (Benguela) e os projetos do "Grande Hotel de Angola" (Benguela), do Palácio do Comércio (Lobito), do cinema Monumental (Benguela), do Mercado Municipal (Huambo - Nova Lisboa), da Escola da Missão de São Paulo de Luanda (Luanda), do edifício da Administração do Concelho (Uíge). Em 1948, depois de ter regressado de uma viagem entre Moçambique e África do Sul e juntamente com o arquiteto Taveira Soares, procedeu à construção de edifícios públicos, em Lubango, dos quais se salienta a Sé. Nos anos 50, concebeu o pavilhão da Exposição Internacional de Bulawaio (Zimbabwe) e diversos planos de urbanização para Angola.
Fernando Batalha exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquiteto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras.
De regresso a Portugal e estabelecido no Restelo, Fernando Batalha, apesar da sua idade avançada, continua a lutar pela preservação da memória do património construído em Angola.
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