Fidelino de Figueiredo

Professor emérito, escritor, historiador e crítico de literatura, Fidelino de Sousa Figueiredo nasceu em 1889, em Lisboa, e morreu em 1967.
Terminou em 1910 os seus estudos universitários, em Ciências Histórico-Geográficas, no Curso Superior de Letras.
Veio a desempenhar funções no Ministério da Educação Nacional e foi por duas vezes nomeado diretor da Biblioteca Nacional de Lisboa, entre 1918-19 e em 1927, mas a docência universitária levou-o a viver cerca de década e meia no estrangeiro, nomeadamente no Brasil. Tornou-se membro de inúmeros Institutos e Academias de renome internacional. Deu o seu contributo à imprensa nacional e estrangeira, exercendo funções de redator em algumas das mais conceituadas publicações periódicas do seu tempo, como El Debate, de Madrid, O Jornal, do Rio de Janeiro, e o norte-americano Land and Freedom, entre outros jornais e revistas.
Diretor da Revista de História, entre 1912 e 1917, especializou-se na área da História e crítica literária, publicando, nas primeiras décadas do século XX, obras de grande fôlego sobre a história da literatura portuguesa clássica, romântica e realista.
Como grande estudioso da cultura em geral e da literatura em particular, algumas das suas investigações são consideradas trabalhos essenciais para a compreensão da literatura de língua portuguesa.
Obrigado a exilar-se, em novembro de 1927, após a instauração da ditadura militar, refugiou-se em Espanha, vindo, depois, a ser professor e investigador de reconhecido mérito em várias universidades americanas e europeias. Alargou então o âmbito da sua reflexão ensaística para diversos domínios como a literatura comparada hispano-portuguesa, o estudo da épica quinhentista, a criteriologia literária ou a análise histórica e metodológica da crítica literária. No Brasil, onde viveu vários anos até ao seu regresso a Portugal, dirigiu, entre 1938-1954, a revista Letras e exerceu um magistério decisivo sobre posteriores estudiosos da literatura portuguesa. Menos conhecido como ficcionista, os seus primeiros volumes de prosa ressentem-se da influência da estética naturalista, refletindo as preocupações sociais e políticas do autor. O seu espólio quase integral, inclusivamente o vasto espólio epistolar, encontra-se depositado na Universidade de S. Paulo, onde lecionou.
Ao longo da sua vida literária, foi agraciado com vários prémios e distinções. Porventura o mais importante foi-lhe atribuído em 1941, no Japão, pelo seu ensaio O Japonismo na Literatura Portuguesa, que venceu o Concurso Internacional Literário de Tóquio.
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