Filinto de Almeida

Escritor e jornalista brasileiro, Francisco Filinto de Almeida nasceu a 4 de dezembro de 1857, no Porto (Portugal).
Partiu para o Brasil, com a sua família, não concluindo os estudos primários, no Porto, e estabeleceu-se no Rio de Janeiro, em 1868. Foi empregado numa papelaria, ensaiador de teatro e diretor de grupos amadores. Sem ter frequentado o ensino, Filinto de Almeida desenvolveu-se, com sucesso, no campo do jornalismo e das letras. Colaborou para os jornais A América (1879-1880), de que foi diretor, O Besouro (1878-1879), O Combate (1880), o jornal literário A Semana (1885-1887), Diário de Santos (1898-189), entre outras publicações de imprensa. Utilizou vários pseudónimos: Filindal, Chico Férula, A. Bomtempo, A. Julinto, Munícipe Urbano, João da Luz, Justo Leal, P. Talma e Zé Bananal. A 28 de novembro de 1887, casou-se com a romancista Júlia Lopes de Almeida, em Lisboa. A 15 de novembro de 1889, com a instauração da República, foi decretado pela lei de naturalização que todos os estrangeiros, que não declarassem, dentro de seis meses, a sua nacionalidade de origem, passariam a ser cidadãos brasileiros. Filinto de Almeida adotou essa nova cidadania. Entre 1892 e 1897, exerceu o cargo de deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Filinto de Almeida, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, publicou vários livros, tais como Um Idioma (1876), Os Mosquitos (1887), Lírica (1887), A Casa Verde (1898 e 1899, em folhetins do Jornal do Comércio), O Beijo (1907), Cantos e Cantigas (1915), Colunas da Noite (1945), entre outros. É considerado um escritor parnasiano, que exprime, na sua produção escrita, os seus sentimentos e as suas reflexões sobre o mundo exterior.
Filinto de Almeida faleceu a 28 de janeiro de 1945, no Rio de Janeiro (Brasil).
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