Fim do Cativeiro dos Hebreus

Nabucodonosor, rei da Babilónia, que saíra vitorioso nas lutas contra os Egípcios, exigia que os hebreus pagassem tributo ao império. Estes pagavam tributo aos egípcios e agora Nabucodonosor constrangia o rei Joaquim a entregá-lo aos babilónios (604 a. C.). Joaquim revolta-se contra esta obrigação e Nabucodonosor toma Jerusalém, deportando aquele e os habitantes da cidade para a Babilónia em 597 a. C. Através da interferência do rei invasor sucedeu a Joaquim o seu tio Zedequias, pertencente a uma fação favorável à política babilónica durante o período que decorreu de 597 a 586 a. C. No entanto, os seus sentimentos nacionalistas tornaram-se cada vez mais visíveis e, apesar de ter sido escolhido e entronizado por Nabucodonosor, Zedequias em breve se revoltaria. Este ato provocou a violenta reação do rei da Babilónia resultando no saque de Jerusalém e na destruição do seu templo (587 a. C.). Para além desta ação bárbara, foi decretada a deportação dos seus habitantes, que a partir daquele momento viveram exilados na Babilónia, fazendo cumprir a profecia de Jeremias, pois o reino de Judá deixava de existir. O rei esperava que a população desenraizada da sua pátria e a habitar outro lugar desistisse de voltar a reivindicar a independência. Sabe-se, no entanto, que os deportados eram bem tratados.
A deportação para a Babilónia durou de 586 a 538 a. C. e durante este período muitos dos judeus morreram ou foram reduzidos à escravatura. Beneficiavam de uma certa autonomia pois eram administrados pelos anciãos; podiam adquirir terras e dedicar-se a atividades comerciais, mas toda a esperança de regressar a Jerusalém parecia irremediavelmente perdida. No entanto, Ciro, rei da Pérsia, apoderou-se da Babilónia em 538 a. C., o que proporcionaria aos Hebreus o regresso à sua terra e a possibilidade de reconstruírem o seu templo. A primeira caravana formou-se em 537 a. C. e muitas outras se seguiram sob o comando de Josué e Zorobabel.
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