fisiologia

A fisiologia, como ciência que estuda as funções dos seres vivos, pode subdividir-se em ramos distintos, segundo a proponderância que se dê a cada um dos diversos aspetos.
A fisiologia geral tem como objetivo o estudo das características comuns à maioria dos organismos, enquanto a fisiologia especial estuda o funcionamento dos seres vivos no que respeita à sua especialização e adaptação a um determinado ambiente.
A fisiologia de grupos estuda as características funcionais específicas das diferentes classes de seres vivos, como por exemplo vertebrados, mamíferos, etc., e em cada um dos grupos estuda os diferentes órgãos e a maneira como os órgãos se coordenam entre si para o funcionamento harmónico do ser vivo completo. A fisiologia de sistema abstrai e idealiza o funcionamento de um órgão, aparelho ou sistema, isolando-o do resto do organismo. Assim se refere a fisiologia da respiração, da excreção, etc.
A fisiologia comparada estuda a função dos órgãos, dos aparelhos ou sistemas de vários organismos, procurando estabelecer relações fundamentais quanto á maneira como são realizadas as diferentes funções. Por este estudo conclui-se que alguns organismos geneticamente diferentes podem apresentar analogias significativas entre as suas características e as suas respostas aos mesmos estímulos ambientais. Por outro lado, conclui-se que alguns indivíduos geneticamente muito próximos reagem frequentemente de maneira diferente às mesmas variações do meio externo. A aceitação desta realidade serviu de ponto de partida para a criação da fisiologia ambiental ou fisiologia ecológica, que estabeleceu uma ligação entre a fisiologia comparada e a fisiologia de sistemas.
A fisiologia como ramo independente nasceu durante os séculos XVII e XVIII, com Giovanni Borelli (1608-1679) e Albrecht von Haller (1708-1777), que estabeleceu as suas bases teóricas como ciência independente da anatomia. Réaumur (1683-1757) e Lazzaro Spallanzani (1729-1799) foram os criadores do método experimental em biologia. Lavoisier (1743-1794), o fundador da fisiologia geral, demonstrou que a respiração supõe um processo oxidativo nos tecidos, e Johannes Müller (1801-1858) estabeleceu as bases da fisiologia comparada. Entre os cientistas que mais se destacaram nesta ciência têm de se incluir ainda Claude Bernard (1813-1878), que estabeleceu a noção de "meio interno", e Walter B. Cannon (1871-1945), que explicou claramente a noção de "homeostasia".
A moderna fisiologia vegetal iniciou-se com Stephen Hales (1667-1761), Joseph Priestley (1733-1804), Johannes Ingenhourz (1730-1799) e Justus von Liebig (1803-1873).
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