Flores sem Fruto

Coletânea de poesias líricas em cujo prefácio Garrett caracteriza o poeta como ser excecional e apresenta uma conceção de poesia plenamente romântica: "isto porém que nasce espontâneo da alma, que vem, como ejaculação involuntária de dentro, quando transborda o coração de júbilo ou de pena ou de admiração; isto que é o falar do homem para Deus naquelas frases incoerentes, inanalisáveis pelas gramáticas humanas, porque são reminiscências da língua dos anjos que ele soube antes de nascer". O lirismo amoroso garrettiano faz-se expressão do desengano existencial, em poesias como "Já não sou poeta" ou "As minhas asas", exprimindo o processo do enamoramento e o fatalismo da paixão em composições como "Ela" ou "A estrela".
Como referenciar: Flores sem Fruto in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-10-21 03:28:56]. Disponível na Internet: