Fócio o Bom

Estratega e político grego, nasceu a 401 a. C., em Atenas, aí vivendo até 318 a. C., ano da sua morte. Discípulo de Platão e representante da aristocracia, graças à sua destreza militar foi várias vezes eleito estratega da sua pólis natal. Adversário irredutível de Demóstenes, defendia um programa de colaboracionismo político com os Macedónios, movido apenas por um realismo e pragmatismo políticos. Como apenas queria uma colaboração estritamente política, entende-se por que participou com denodo numa campanha militar contra Filipe II da Macedónia em 340-338 a. C.
Depois da derrota em Queronéia, em 338, foi enviado com Démades e Esquino ao rei macedónio para negociar a paz. Seguidamente, estalou a guerra lamíaca (323-322), que redundou num desastre para Atenas. Fócio, entendendo como necessário para a paz a tutela de Antipater e Cassandro sobre Atenas, convenceu os seus concidadãos a aceitarem a instalação de guarnições militares macedónias em Muníquia, colina na pólis, junto ao Pireu (porto de Atenas), e a instauração de um regime timocrático (governo aristocrático moderado, em que para se chegar ao poder tinha que se ter um certo nível de riqueza). Pouco depois, Fócio, opondo-se a uma restauração da democracia lançada pelo macedónio Poliperconte (então em oposição a Cassandro), acabou por ser condenado em 318 a. C. como traidor e constrangido a tomar a bebida fatal, a cicuta.
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