Forrest Gump

Grande êxito de bilheteira, este filme de Robert Zemeckis valeu a Tom Hanks o seu segundo Óscar para Melhor Ator. A história de Forrest Gump, um atrasado mental com um Quociente de Inteligência de 75, apaixonou as plateias pela candura, otimismo e simplicidade da personagem. A ação do filme desenrola-se entre as décadas de 50 e 80 e, durante o seu percurso de vida, assistimos a rocambolescos acontecimentos: Forrest Gump a ensinar a Elvis Presley o seu gesto característico de menear a anca; a tornar-se uma fulgurante vedeta do futebol americano; a apertar a mão a John Kennedy enquanto se queixava da necessidade de urinar; a promover o movimento hippie; a denunciar à polícia o que esteve na origem do escândalo Watergate; a salvar vidas na Guerra do Vietname; a criar o boneco Smile; a montar um empreendedor negócio de pesca de camarão e a assistir à morte da sua melhor amiga e eterna amada (Robin Wright), vítima de Sida. Assim, através de uma mera sucessão de coincidências, o público assistiu de uma forma aligeirada aos momentos mais marcantes da História contemporânea dos Estados Unidos da América. Tom Hanks foi bem secundado por atores como Sally Field (no papel de sua mãe), Robin Wright ou Gary Sinise, nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário pela sua personagem de Dan Taylor, um estropiado de guerra a quem Gump salvara a vida e que, como seu sócio, voltou a adquirir o gosto pela vida. O filme seria premiado com seis Óscares, nas categorias de Melhor Filme, Realizador, Ator Principal, Argumento Adaptado, Montagem e Efeitos Visuais. A personagem de Forrest Gump assemelhou-se muito à do jardineiro Chance, personificada por Peter Sellers no filme Being There (Bem-Vindo, Mr. Chance, 1979).
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