Fortaleza de Suomenlinna

Património da Humanidade desde 1991, esta impressionante fortificação teve já várias designações, segundo o país que a dominou e sempre com significado militar: Sveaborg (castelo, em sueco), Viapori (nome russo) e a atual denominação, que em finlandês quer dizer "desarme".
No século XVIII, os suecos, senhores da Região Sul da atual Finlândia, bem como de grande parte do Báltico e mares adjacentes, construíram uma fortaleza num arquipélago situado em frente da cidade de Helsingfors (Helsínquia em sueco). Todavia, há alguns factos anteriores que explicam a sua edificação.
Nas guerras do Norte pelo domínio do Báltico (1700-1721), Carlos XII da Suécia e Pedro, "o Grande" da Rússia combateram arduamente pela posse do grão-ducado da Finlândia, então nas mãos dos escandinavos. Entre perdas e ganhos, na sequência do conflito - sem um vencedor claramente real - os suecos terão que ceder a Carélia (região a leste da Finlândia) e parte do Sudeste do grão-ducado aos russos. Estes, gradualmente, ganham hegemonia na região báltica oriental em detrimento da Suécia, que lhes cede pontos fortes na zona. No intuito de proteger as províncias suecas na Finlândia e o próprio país do avanço russo, Frederico I da Suécia mandou erigir, em 1747, nas seis ilhotas em frente de Helsingfors, uma fortaleza que fechasse e controlasse as incursões navais e terrestres das tropas dos czares. A planificação e direção da construção deve-se ao almirante Augustin Ehrensvärd (1710-1772), que chegou a ter às suas ordens, em alguns verões (época do ano em que se pode trabalhar ao ar livre no Norte da Europa), mais de 10 000 homens oriundos de toda a Suécia. Em 1772 estava pronta a fortificação de Sveaborg: as ilhotas formavam um sistema defensivo articulado. Como cintura de proteção, ergueram-se 7,5 quilómetros de muros de granito. Torres de vigia, casametas e "ninhos" de canhões foram também instalados, albergando-se ali uma guarnição sueca.
Em 1802, os russos cercam a fortaleza, forçando os suecos a renunciar à posse de Sveaborg, bem como da Finlândia. A Rússia dominará Viapori durante mais de 100 anos, também ali instalando uma guarnição militar. Em 1855, na Guerra da Crimeia, uma frota anglo-francesa bombardeou Viapori durante cerca de 42 horas seguidas, inflingindo enormes danos à fortaleza e obrigando os russos a um esforço notável de reconstrução.
Já os finlandeses, depois da independência em 1917, conseguida devido à Revolução de outubro na Rússia, acabaram por transformar a fortaleza de Viapori, agora batizada de Suomenlinna, num centro artístico e cultural, numa parte do seu espaço. Apesar da existência de tranquilas galerias de arte, o conjunto arquitetónico não perdeu nunca a sua atmosfera militar, ainda recordada, noutra área da fortaleza, pela Escola Naval finlandesa, ali em funções.
É um monumento classificado Património Mundial pela UNESCO.
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