Forte de S. Francisco

A guerra da independência travada com Espanha no século XVII impunha a necessidade de modernizar e acrescentar novas estruturas ao perímetro defensivo de Chaves, situação que foi levada a cabo no reinado de D. Afonso VI. Ao mesmo tempo, o Alto de Pedisqueira era um ponto estratégico na defesa flaviense e a sua posse podia significar a conquista da cidade transmontana. Assim, com a participação dos cidadãos locais, o Forte de S. Francisco começou a materializar-se em 1664, ficando concluído três anos mais tarde.
Com a nacionalização dos bens da igreja, as instalações do cenóbio franciscano foram afetadas ao exército, criando o Ministério da Guerra em1851 um hospital militar nas instalações do cenóbio, enquanto o templo servia de casa de culto ao regimento de cavalaria ali sedeado.
Desenhando uma planta quadrangular, reforçada por defesas angulares abaluartadas, as suas muralhas e fossos desenvolvem-se na extensão da cerca e igreja conventuais.
Protegido por um revelim defensivo, as grossas cortinas de alvenaria granítica apresentam canhoneiras em forma de paralelepípedo. Uma ponte levadiça, recolhida por fortes correntes, dá acesso ao forte. A entrada principal rasga-se num arco de volta perfeita, ladeado por fortes pilastras de cantaria e encimado por um frontão curvo interrompido. Sobre este desenvolve-se uma composição com as armas reais portuguesas, rematadas por um frontão curvo e encimada por uma guarita facetada. No pano de muralhas virado a Ocidente, é visível um portal de entrada de grandes dimensões, aberto num arco de triunfo.
Como referenciar: Forte de S. Francisco in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-21 17:01:54]. Disponível na Internet: