Forte de São João Baptista de Ajudá

Este forte situa-se em São João Batista de Ajudá, na Costa da Mina, África.
Foi inicialmente fundada uma feitoria, que depois se transformou em forte.
Em 1837 os portugueses perderam-no pela primeira vez, para os ingleses. Em 1844 Sá da Bandeira voltou a conquistá-lo, e só no século XX foi definitivamente perdido, tendo sido voluntariamente cedido aos ingleses pelos portugueses.
Só se conhecem esboços e plantas deste forte a partir de 1722, que foram publicadas por Luís Silveira. Estas mostram que a fortificação tinha planta redonda, possuía apenas quatro paredes sem baluartes (estruturas ao longo das muralhas que ajudavam a defender a fortificação, servindo para vigiar e atirar contra o inimigo), e tendo no meio a casa da pólvora, onde se armazenavam munições. Estes projetos foram executados por ordem de Vasco César de Meneses, tendo dirigido as obras José de Torres. A feitoria, ainda existente, tinha piores condições de defesa.
Uma planta feita por José António Caldas, em 1759, mostra que aos ângulos foram acrescentados quatro baluartes de forma poligonal.
Em 1876 Carlos Eugénio Correia da Silva desenhou o forte, onde se vê que não houve grandes alterações até essa data, excetuando a forma redonda com que agora aparecem três dos baluartes. Nessa época a altura da muralha era de dois metros e trinta centímetros, sendo a altura até ao parapeito dos baluartes de três metros e cinquenta centímetros.
Existia no interior do forte uma pequena capela dedicada a São João Batista, de planta retangular. De cada um dos lados havia dois arcos que faziam capelas laterais e atrás do altar-mor situava-se a sacristia.
Como referenciar: Forte de São João Baptista de Ajudá in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-08-11 20:07:28]. Disponível na Internet: