fóssil

A passagem de um ser organizado ao estado de fóssil, isto é, a transformação da sua matéria viva num resto mineral, denomina-se fossilização.
Para que tal aconteça, é em geral necessário que os restos dos seres vivos sejam cobertos por sedimentos. O normal é que fossilizem as partes duras (calcárias, siliciosas, quitinosas ou ósseas): conchas, carapaças, dentes e esqueletos, já que as partes moles se decompõem fácil e rapidamente ao morrer o ser vivo em que se integravam. Contudo, em muitas rochas de grão fino ficam gravadas as impressões de órgãos moles, por vezes com todo o detalhe, como acontece em alguns calcários litográficos da Baviera em que se encontraram impressões de medusas, lulas, anelídeos e outros seres, como o famoso fóssil Archaeopterix, suposto um fóssil sintético, com características de ave e réptil, em que se conservaram as impressões das penas. De igual modo se conservaram impressões de anfíbios, peixes, etc., e detalhes da pele dos dinossauros.
Um caso excecional é a conservação do corpo inteiro de um animal. É o caso de insetos envolvidos em âmbar (resina fossilizada) em cujo interior se encontra o corpo de um inseto ou outro animal de pequeno tamanho. Nos solos gelados da Sibéria e do Alasca encontraram-se corpos inteiros de mamutes quaternários, conservados como se tivessem estado numa câmara frigorífica. Caso semelhante é o de rinocerontes encontrados em zonas petrolíferas da Roménia protegidos da putrefação pelos hidrocarbonetos. Outro tipo de fóssil é aquele que conserva o molde interno, por exemplo, de uma concha, de modo semelhante aos moldes de gesso de um objeto. Também se encontram os moldes externos ou contramoldes, que, muitas vezes, são o que persiste ao desaparecer por dissolução o molde interno.
Além do ser ou parte de ser vivo fossilizado, também se consideram fósseis os vestigios da sua atividade vital. São exemplo os tubos cavados por anelídeos e as pistas e pegadas marcadas no solo por um animal na sua deslocação. São relativamente frequentes as pegadas de dinossauros impressas em solos calcários ou argilosos. Também se conservaram fósseis de excrementos de alguns animais (coprólitos). Um caso pouco vulgar é o dos ovos fósseis de dinossauros.
Dos vegetais conservam-se, em geral, as partes lenhificadas (raízes e caules) e as impressões de folhas e frutos, recobertos muitas vezes por uma película de carvão.
Algumas estruturas que se conservam em rochas sedimentares podem confundir-se com fósseis. É o caso das dendrites de pirolusite (MnO2), que se assemelham muito a impressões de plantas. Estas formações denominam-se pseudofósseis.
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