Francisco Xavier Fabri

Arquiteto italiano, nascido em 1761 e batizado Francesco Saverio Fabri, efetuou os seus estudos na Academia Clementina de Bolonha, tendo posteriormente desenvolvido atividade em Génova. No final do século XVIII (c. 1790), vem para Portugal a convite do Bispo do Algarve D. Francisco Gomes de Avelar. Dirige as obras da Sé de Faro e orienta o restauro de algumas igrejas algarvias danificadas pelo terramoto de 1755. É ainda responsável pela construção do Arco da Vila, em Faro.
A partir de meados da década (c. 1794) fixa residência em Lisboa, sendo promovido no ano seguinte a arquiteto das Obras Públicas. Na capital orienta as obras de remodelação do palácio de Castelo Melhor (atual Palácio Foz) que foram iniciadas em 1777, acentuando o carácter italianizante e neoclássico das fachadas.
Um dos momentos mais importantes para o seu reconhecimento público foi a elaboração, em colaboração com Costa e Silva, de um ensaio crítico onde exprime a contestação relativamente aos planos do arquiteto Manuel Caetano para o palácio real da Ajuda. Este texto programático apresenta o confronto teórico entre as principais correntes estéticas presentes em Portugal nos inícios do século XIX: o barroco e o rococó, que dominava a solução formal de Caetano e o neoclássico de derivação italiana, representado por Fabri e Costa e Silva. A substituição de Manuel Caetano por estes dois arquitetos na direção das obras do palácio vem confirmar a vitória do partido neoclássico. Embora Costa e Silva pretendesse aproveitar a construção existente, reformulando o seu programa formal e compositivo, Fabri considerava que a obra deveria ser inteiramente refeita. O compromisso entre estas duas posições manteve-se até 1913, quando o arquiteto Costa e Silva se desloca definitivamente para o Brasil, deixando a orientação das obras entregue a Fabri. As obras prosseguiram lentamente e, em 1817, Fabri morre deixando o palácio bastante incompleto.
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