Frantisek Kupka

Pintor checo, Frantisek Kupka nasceu em 1871 em Opocno, na Checoslováquia. Estudou na Escola de Artes Aplicadas de Jaromer e interessa-se pelo desenho ornamental. Mais tarde ingressou na Academia de Belas Artes de Praga, onde recebeu uma formação académica que desenvolveu, após 1892, na Academia de Viena, realizando então algumas composições alegóricas.
Mudou-se mais tarde para Paris, onde trabalhou como ilustrador. Desde 1906 começou a aprofundar os estudos sobre a cor e as teorias de Newton e de Goethe e produziu obras de intenso colorido. Formulou teorias sobre a possibilidade de uma arte não imitativa, autónoma relativamente à realidade e portadora de intensa emotividade. Tinha uma grande inclinação pelo espiritualismo e pelo oculto, assumindo e propondo uma força espiritual para as diferentes cores e formas abstratas.
A Kupka deve-se a paternidade de um das primeiras obras abstrata, sendo a primeira delas tradicionalmente atribuída a Kandinsky . Este trabalho, uma aguarela datada de 1910, apresenta uma gramática de formas geométricas puras, recusando elementos descritivos ou qualquer apoio na realidade física, e tendo como elementos básicos as verticais, símbolo de crescimento, e as horizontais, significando a invariabilidade. O seu percurso foi marcado pelo individualismo, embora houvesse tentativas para o integrar no movimento cubista. Era, no entanto, mais evidente uma filiação no movimento futurista, pelo seu interesse na representação do movimento.
Depois da guerra iniciou uma série de pinturas que constituem o "ciclo orgânico" e realizou a primeira exposição individual em Paris, em 1921. Dez anos mais tarde foi convidado a integrar a associação artística "Abstraction-Création", continuando com as suas experiências no campo da abstração e aprofundando o estudo dos aspetos puramente plásticos.
Morreu em Puteaux em 1957.
Só desde os anos 60, após a sua morte, é reconhecido no papel que teve no desenvolvimento da arte abstrata.
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