Franz Joseph Haydn

Compositor austríaco nascido em 1732, em Rohrau, Áustria, e falecido em 1809, em Viena. Foi uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do estilo clássico na música, durante o século XVIII. O seu maior contributo foi ajudar a estabelecer as formas para os quartetos de cordas e para a sinfonia.
Começou a interessar-se por música, depois de ter cantado no coro de uma igreja, onde aprendeu a tocar vários instrumentos. Com oito anos, depois de ser ouvido pelo diretor musical da Catedral de St. Stephen, em Viena, foi convidado a ser corista da igreja mais importante da Áustria. Haydn foi adquirindo cada vez mais conhecimentos musicais mas, com dezassete anos, quando ficou sem voz, teve de abandonar o coro. Durante algum tempo viveu miseravelmente, mas continuou a ser um autodidata. Acabou por conhecer o compositor Niccolò Porpora, que o aceitou como acompanhante das aulas de canto e corrigiu as suas composições. Mais tarde, foi apresentado a Karl Joseph von Fürnberg, um nobre amante de música, que o convidou a tocar música de câmara em sua casa. Nessa altura, Haydn compôs os primeiros quartetos para cordas. Em 1758, recomendado por Fürnberg, Haydn passou a compor para a orquestra particular do conde boémio Ferdinand Maximilian von Morzin. Pouco tempo depois, foi convidado a prestar serviços para o príncipe Pál Antal Esterházy, tocando regularmente no seu castelo, em Eisenstadt. Em 1766, tornou-se diretor musical da corte da família Esterházy, permanecendo ao seu serviço até morrer. Para além de compor óperas, compôs também sinfonias, quartetos para cordas e música de câmara. Na década de 1760 a fama de Haydn começou a espalhar-se por toda a Europa. Nessa altura, o compositor começou a solidificar o seu estilo, trabalhando pequenos motivos até os transformar em sonatas, sinfonias e quartetos e, posteriormente, fazendo do primeiro andamento de cada peça pequenos dramas musicais. O período entre 1768 e 1774 marca a maturidade de Haydn como compositor. Algumas das suas obras, como Stabat Mater (1767) e Missa Sancti Nicolai (1772), são suficientes para o colocar entre os melhores compositores da sua época. Nesse período surgiram também outras composições importantes, como os quartetos para cordas Opus 20, Piano Sonata em Dó Menor e a sinfonia Trauersymphonie em Mi Menor, N.º 14, para além de outras, também, de grande importância musical. Em meados da década de 1780, as suas composições adquiriram uma enorme força emocional. Exemplo disso são Paris Symphonies (Nos. 82, 83, 85, e 86; 1785-86), uma combinação autêntica de beleza e de perfeição.
Em 1790 Haydn partiu para Londres, onde o seu trabalho criativo obteve um enorme sucesso. A sua popularidade ficou a dever-se às sinfonias The Surprise (N.º 94), Military (N.º 100), The Clock (N.º 101) e Drumroll (N.º 103). Depois de ter viajado para a Alemanha e para Viena, regressou a Londres, onde escreveu London Symphonies (Nos. 99-104), Symphonie N.º 102 em Si-Bemol Maior e Apoonyi Quartets (Nos. 54-59). Quando regressou a Viena, Haydn concentrou-se, quase exclusivamente, em compor para voz e quartetos para cordas. As últimas composições foram as sinfonias Missa in Tempore Belli (1796) e Nelson Mass (1798); os quartetos Erdödy Quartets (Opus 76; 1797), Lobkowitz Quartets (Opus 77; 1799) e Unfinished Quartet (Opus 103; 1803). Estes trabalhos são apenas comparáveis aos quartetos de Beethoven.
Haydn foi o primeiro representante do estilo clássico vienense, que também foi seguido por Mozart, por Beethoven e por Schubert. A sua capacidade de orquestração resultou, fundamentalmente, de uma visão otimista da vida, da união do intelectual com o emocional e da moderação.
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