Freddie Mercury

Cantor pop-rock, de nome verdadeiro Farookh Bulsara, nasceu a 5 de setembro de 1946, na ilha de Zanzibar, em África. Os seus pais, Bomi e Jer Bulsara eram de origem persa. Em 1947, a família mudou-se para a Índia, onde o pequeno Farookh entrou para o Colégio Interno de St. Peter, em Panchgani, a 80 quilómetros de Bombaim. Foi aí que os amigos o começaram a chamar Freddie. Iniciou então a aprendizagem de Piano, ao mesmo tempo que se destacava em todas as atividades extra-curriculares ligadas ao desporto e às artes. Em 1958, fundou com quatro colegas de escola os The Hectics, a sua primeira banda, na qual tocava piano e assumia um papel bastante discreto. Em 1962, voltou à sua terra natal, onde viveu até 1964, ano em que se mudou com a família (já com a irmã Kashmira) para Inglaterra devido à instabilidade politico-social por que passava Zanzibar. Em setembro do mesmo ano, matriculou-se na Escola Politécnica de Isleworth para estudar Arte. Dois anos depois, entrou para a Faculdade de Artes de Ealing, onde finalizou os estudos no curso de Desenho e Artes Gráficas. Na faculdade, conheceu Tim Stafell, que tocava num grupo chamado Smile. Durante um ensaio da banda, Tim apresentou a Freddie os restantes membros do grupo: o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, dos quais ficou amigo. Nos dois anos seguintes, passou pelas bandas Ibex (depois Wreckage) e Sour Milk Sea. Data de 23 de agosto de 1969 a primeira subida ao palco de Freddie Mercury, com os Ibex, no Teatro Octogonal da cidade de Bolton. Em 1970 conheceu Mary Austin, com quem viveu durante sete anos. Em abril de 1970, Tim Stafell abandonou os Smile. Nesse momento Freddie convenceu Brian May e Roger Taylor a prosseguirem com a banda, propôs a mudança de nome para Queen e criou o seu apelido Mercury. Pouco tempo depois, o terceto passou a quarteto com a inclusão do baixista John Deacon. Nascia, assim, uma das bandas mais marcantes da história da música, através da qual Freddie Mercury deu corpo a todo o seu génio musical. Possuidor de uma voz capaz de alternar entre a balada melodiosa e o rock mais agressivo, Mercury foi acima de tudo um sublime intérprete em palco, espaço onde libertava o seu espírito mais extravagante, vestindo roupas provocantes e fazendo poses ousadas. Foi também um compositor de exceção, sendo imensas as composições de sua autoria que celebrizaram os Queen. Entre elas estão "Bohemian Rapsody", "We Are the Champions", "Friends Will Be Friends", "The Show Must Go On" e "Made in Heaven", numa lista quase interminável.
Em 7 de outubro de 1979, Freddie atuou com o Royal Ballet, num espetáculo em que dançou e interpretou os temas "Bohemian Rapsody" e "Crazy Little Thing Called Love" ao som de orquestra. Em 1983, começou a trabalhar no seu primeiro disco a solo. No ano seguinte, contribuiu para a banda sonora do filme Metropolis com o tema "Love Kills", escrito em parceria com o músico e produtor Giorgio Moroder. Ainda em 1984, lançou o single "I Was Born to Love", que antecedeu a edição, em 1985, do seu primeiro álbum a solo, Mr. Bad Guy, que incluiu ainda os êxitos "Living on My Own" e "Made in Heaven".
Em fevereiro de 1987, lançou uma versão de " The Great Pretender", um clássico dos The Platters. No mês seguinte, viajou para Espanha, onde gravou com a diva da ópera espanhola Montserrat Caballé a canção "Barcelona", que atingiria o Top Ten britânico. No ano seguinte sairia o álbum conjunto com o mesmo nome, do qual fizeram parte temas como "How Can I Go On" e "The Golden Boy". A 8 de outubro de 1988, atuou ao lado de Montserrat Caballé, naquele que viria a ser o seu último espetáculo, pois encontrava-se já gravemente doente. Mesmo assim, continuou a compor e a gravar canções, tendo mesmo rodado vídeos. Em 1991, gravou o último álbum com os Queen, intitulado Innuendo, antes de comunicar, a 23 de novembro, a sua condição de seropositivo, deixando em estado de choque os seus milhões de fãs em todo o mundo. No dia seguinte faleceu em sua casa.
A 20 de abril de 1992 realizou-se um concerto em sua memória, no Estádio de Wembley, palco que, sete anos antes, no evento Live Aid, recebera uma das melhores atuações de sempre dos Queen. No mesmo ano foi lançado uma coletânea com os seus maiores sucessos a solo, The Freddie Mercury Album. Os restantes membros da banda lançaram, em novembro de 1995, o álbum Made in Heaven que incluiu as últimas canções compostas por Freddie Mercury.
A orientação a solo de Freddie Mercury ficou marcada por uma sonoridade menos rock, bem patente na Solo Collection (2000), uma caixa com três CD's que junta o melhor material gravado pelo malogrado cantor. Três anos mais tarde, saiu nova edição especial dos êxitos do cantor a solo, pela mão da EMI, com o título Freddie Mercury Solo.
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