Frente Popular

Durante a década de 30 do século XX as crises económicas, motivadoras de manifestações de trabalhadores, conduziram à chegada ao poder de movimentos socialistas e comunistas denominados Frentes Populares, de entre os quais se destacaram a Frente Francesa e a Frente Popular Espanhola.
O pioneiro movimento francês tentou dar resposta aos acontecimentos de 1935 e encontrava-se alicerçado na constituição do Comité de Rasenblement Populaire, tendo sido feito governo pela vitória eleitoral de 3 de maio de 1936.
León Blum, o líder deste movimento, era um homem da cultura francesa apaixonado pela política, que ingloriamente foi ultrapassado pelos acontecimentos, mas durante um curto espaço de tempo houve uma feliz coincidência entre a motivação de um povo descontente e do seu destino pessoal, porque os trabalhadores reivindicativos confundiram a vitória eleitoral da frente com a sua própria vitória. O governo de León Blum permitiu a supressão das 40 horas semanais de trabalho; reafirmou a confiança em Deladier; acatou as imposições do Senado; afastou-se da Revolução Espanhola e reprimiu os movimentos de independência das colónias, abrindo caminho a Pétain.
As eleições espanholas de 16 de fevereiro de 1936 deram a vitória à Frente Popular, uma coligação eleitoral antidireita que abarcava burgueses, intelectuais, socialistas, republicanos e anarquistas. Estes últimos eram os dominantes, que se vieram a incompatibilizar com os socialistas, gerando um clima de tensão e uma Constituição radical, fatores estimulantes do descontentamento dos direitistas.
As forças da direita foram-se organizando e neste contexto surgiu a Falange, um partido fascista, de Primo de Rivera, uma força política reaproveitada depois pelo ditador espanhol, o general Franco.

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