fusão (economia)

O estabelecimento de parcerias com outras entidades é um aspeto muitas vezes considerado no âmbito da definição do plano estratégico de uma empresa. Essa parceria pode assumir várias formas, sendo um processo de fusão uma alternativa muitas vezes ponderada.
Uma fusão consiste na combinação dos meios à disposição de duas ou mais organizações tendo em vista a obtenção de benefícios para todas as partes envolvidas no processo. Normalmente, uma fusão traduz-se em termos jurídicos em uma de duas alternativas: criação de uma nova entidade e consequente desaparecimento jurídico das organizações iniciais ou absorção por parte de uma ou mais organizações da(s) restante(s), desaparecendo neste caso apenas as absorvidas.
A junção de duas ou mais empresas deve implicar sempre uma avaliação cuidada de todos os efeitos potenciais associados à sua implementação, designadamente no que respeita à capacidade de integrar processos, culturas e métodos de contabilização que podem ser muito diferentes. Paralelamente, a forma como é integrado o elemento humano, nomeadamente no que respeita à adaptação das pessoas às novas tarefas e aos novos papéis dentro da organização, é também um aspeto fulcral que pode influenciar o sucesso de uma fusão. As fusões podem ser horizontais, verticais ou por conglomerado. São horizontais, quando se verifica entre empresas que desenvolvem atividades similares dentro da cadeia de valor dos produtos que produzem. Denominam-se verticais, quando se verifica a integração de empresas situadas em pontos diferentes da referida cadeia de valor (ex.: fusão entre um fabricante e um grossista). Finalmente, fala-se em fusão por conglomerado quando não há qualquer ligação direta entre as atividades das empresas envolvidas.
A obtenção de benefícios através da fusão para as partes envolvidas torna-se possível quando se consegue, através desse processo, atingir alguns objetivos concretos, sendo os mais comuns os seguintes: obtenção de economias de escala (menores custos unitários por via da maior quantidade produzida) através da fusão horizontal; obtenção de um grau de controlo superior da cadeia de valor em que as empresas estão inseridas através da fusão vertical (esta situação pode ser estrategicamente fundamental em situações em que se verifique um elevado grau de dependência por parte de uma empresa a montante ou a jusante); a combinação eficiente de recursos complementares, nos casos em que, por exemplo, é mais prático a uma pequena empresa juntar-se a uma grande por forma a não ter necessidade de efetuar investimentos de monta em organização, investigação, etc.; a efetivação de investimentos lucrativos através da utilização de meios monetários em excesso; a melhoria dos processos de gestão através da junção a um parceiro melhor a esse nível; no caso da fusão por conglomerado, a diversificação da atividade por forma a reduzir os riscos de negócio; etc.

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