Gabriello Chiabrera

Poeta e dramaturgo italiano, Gabriello Chiabrera nasceu a 8 de junho de 1552, na cidade portuária de Savona, no golfo de Génova. Oriundo de uma família aristocrática, nasceu após a morte do seu pai, pelo que acabou por ser enviado para Roma aos nove anos de idade, para junto dos cuidados de um tio. Começou então a receber instrução por um precetor e, após ter conseguido ultrapassar dois períodos de enfermidade, foi mandado para um colégio de jesuítas, onde estudou Filosofia até atingir os vinte anos de idade, altura em que o falecimento do tio o obrigou a regressar à terra natal.
Não tardou a partir para Roma, onde esteve ao serviço de um cardeal, frequentando as esferas da vida cultural da cidade e aproveitando as arengas que aí decorriam. Respondendo a um agravo com o tradicional duelo, Chiabrera foi obrigado a fugir para Savona, onde se retirou para as leituras de poesia grega, que passou a admirar ao ponto de querer dar ao seu próprio país a riqueza que aí encontrara. Dedicando-se portanto à composição de poemas, publicou Gotiade (1582), obra épica ao estilo de Torquato Tasso, e que soube ganhar as graças de personalidades da época, como os Duques de Saboia, Mântua e Florença e do próprio Papa Urbano VIII.
Escreveu também Cefalo, melodrama publicado em 1600, e que acabou por ser musicado pelo compositor G. Caccini, e Sermoni (1623-1632), uma coletânea de sermões de tom horaciano. Tomando como modelos Ronsard, Píndaro e Anacreonte, Chiabrera procurou descobrir um novo mundo na poesia, revoltando-se contra o Petrarquismo, que via como um convencionalismo degenerado. Graciosos na forma e procurando a beleza nas imagens, os seus poemas constituíram uma inovação na época, sobretudo pela introdução de novos metros na língua italiana.
Chiabrera veio a falecer em 1638, em Savona. A sua obra, julgada obsoleta durante bastante tempo, foi redescoberta, tendo-se prestado particular atenção aos seus versos breves e às odes.
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