gás de combate

O gás de combate é a designação atribuída aos primeiros reagentes químicos usados com finalidade bélica.
O primeiro a ser usado com fins militares deveu-se aos estudos do químico alemão Fritz Haber (1868-1934) no Instituto Kaiser Wilhelm de Berlim.
Durante a Primeira Guerra Mundial, quando as frentes de combate se estabilizaram, pensou-se na utilização de substâncias químicas, apesar de proibidas pela Conferência de Haia de 1899.
O primeiro ataque usando este tipo de gases deu-se em Ipres (Bélgica) a 22 de abril de 1915, por meio de uma nuvem de cloro lançada pelos alemães que produziu 20 mil baixas entre mortos e feridos.
Numerosos produtos foram imediatamente adicionados ao cloro tais como fosgeno e brometo de xileno. Dos compostos de cloro passou-se aos compostos de arsénio e aos derivados do ácido cianídrico.
Em 1917 utilizaram-se gases lacrimogéneos à base de difenilcloroarsina e um líquido com base no sulfureto de cloroetilo denominado iperite.
A investigação do gás de combate desenvolveu-se também entre os aliados, que utilizaram garrafas e granadas de artilharia e bombas de avião cheias de gás, as quais eram marcadas com símbolos de fácil identificação, de acordo com o produto contido.
Terminada a Primeira Guerra Mundial, a investigação desenvolveu-se largamente de tal maneira que os gases de combate foram substituídos por uma gama de agressivos químicos, entre os quais os neurotóxicos, que, no entanto, não chegaram a ser usados durante a Segunda Guerra Mundial.
Posteriormente, estes gases foram usados para fins policiais e diversos compostos em operações de contraguerrilha.
Atualmente a designação de gás de combate coincide com a de agente químico.
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