Gene Hackman

Ator norte-americano nascido em 30 de janeiro de 1930, em San Bernardino, na Califórnia. Com 16 anos, saiu de casa dos seus pais para se alistar na Marinha, tendo anos mais tarde combatido na Guerra da Coreia. De regresso ao país natal, matriculou-se no curso de Jornalismo da Universidade de Illinois e trabalhou algum tempo na rádio, mas, no final da década de 50, resolveu enveredar por uma carreira de ator, inscrevendo-se na Escola de Artes de Pasadena onde se tornou colega e amigo de Dustin Hoffman. Estreia-se no cinema com uma figuração no policial Mad Dog Coll (1961), a que se seguiram alguns trabalhos televisivos e na Broadway. Integrou o elenco de Lilith (Lilith e o Seu Destino, 1964), protagonizado por Warren Beatty. Este reparou no seu talento e convidou-o para o papel de Buck Barrow em Bonnie and Clyde (Bonnie e Clyde, 1967). A sua prestação mereceu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário e a saída do anonimato. Três anos depois, recebeu nova nomeação na mesma categoria pelo melodrama I Never Sang For My Father (Choque de Gerações, 1970). A transição para a interpretação de papéis de protagonista foi feita por William Friedkin que lhe atribuiu o papel de Popeye Doyle, em The French Connection (Os Incorruptíveis Contra a Droga, 1971). A sua implacável personagem de polícia do departamento de narcóticos valeu-lhe o Óscar para Melhor Ator. Nos anos 70 e 80, marcou presença em filmes bem sucedidos como The Conversation (O Vigilante, 1974), A Bridge Too Far (Uma Ponte Longe Demais, 1977), Superman (1978), onde incorporou o vilão Lex Luthor, Reds (1981) e No Way Out (Alta Traição, 1987). Após uma fase de menor fulgor, foi requisitado por Alan Parker para protagonizar Mississipi Burning (Mississipi em Chamas, 1988), onde deu corpo a Anderson, um agente do FBI que investiga o desaparecimento dum grupo de ativistas. Apesar da controvérsia lançada pelo filme que entre outros aspetos focou o tema do Ku Klux Klan, Hackman foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator. Quatro anos depois, Clint Eastwood permitiu-lhe vencer o segundo Óscar da sua carreira, desta vez na categoria de Melhor Ator Secundário por Unforgiven (Imperdoável, 1992). O seu impiedoso arbitrário Xerife Little Bill impressionou os membros da Academia que não hesitaram em atribuir-lhe o galardão. Desde então, tem participado em êxitos como The Firm (A Firma, 1993), The Quick and the Dead (Rápida e Mortal, 1995), Crimson Tide (Maré Vermelha, 1995), La Cage Aux Folles, The Birth Cage (Casa de Doidas, 1996), Absolute Power (Poder Absoluto, 1997), The Royal Tenenbaums (Uma Comédia Genial, 2001) e Runaway Jury (O Júri, 2003).
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