Geoffrey Rush

Ator australiano, Geoffrey Rush nasceu a 6 de julho de 1951, na pequena cidade de Toowoomba. Aluno brilhante, tirou o curso de Artes na Universidade de Queensland, tendo chegado a partilhar a residência estudantil com Mel Gibson. Apaixonou-se pelo Teatro na Universidade, tendo feito algum teatro amador até ter sido contratado pela Queensland Theater Company de Brisbane, em 1975. Em breve chegaria à televisão australiana, tendo desempenhado um pequeno papel na série Menotti (1981). O seu primeiro trabalho em cinema limitou-se a uma figuração sem falas em Hoodwink (1981). A partir daí, Rush dedicou-se de corpo e alma ao teatro, tornando-se num dos atores e encenadores mais prestigiados da Austrália, tendo atuado em Inglaterra e em França em inícios da década de 90. O seu primeiro desempenho cinematográfico com alguma projeção internacional foi uma prestação secundária na comédia negra Children of the Revolution (1996), onde contracenou com Judy Davis, Rachel Griffiths, F. Murray Abraham e Sam Neill. Mas o papel que o viria a celebrizar definitivamente aos olhos do público foi a recriação da figura do pianista David Helfgot, um menino-prodígio que foi levado à exaustão mental pelo seu severo pai (Armin Muller-Stähl) e que consegue recuperar-se com a ajuda de uma astróloga em Shine (Simplesmente Genial, 1996). O brilhantismo com que deu corpo à debilidade do pianista fê-lo sair do anonimato e tornou-o o vencedor-surpresa do Óscar para Melhor Ator, suplantando os favoritos Tom Cruise e Ralph Fiennes. O galardão guindou-o a uma carreira consistente. Depois de participar na minissérie televisiva Frontier (1997) e de colaborar no filme Oscar and Lucinda (Óscar e Lucinda, 1997), desempenhou dois papéis importantes em filmes de grande projeção que retratavam a época isabelina: Elizabeth (1998), onde personificou com mestria a figura histórica de Sir Francis Walsingham, chefe dos serviços secretos da rainha Isabel I de Inglaterra, e Shakespeare in Love (A Paixão de Shakespeare, 1998), onde encarnou o empresário teatral do século XVI Philip Henslowe, desempenho que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário. O seu filme seguinte, House on Haunted Hill (A Casa Assombrada, 1999), teve um dececionante percurso comercial, algo que depressa se desvaneceria com o sucesso crítico do seu desempenho de um envelhecido Marquês de Sade, encerrado num hospício em Quills (Quills - As Penas do Desejo, 2000), o que lhe valeu nova nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Desde então, dedicou-se exclusivamente ao cinema, assinando prestações seguras como em The Tailor of Panama (O Alfaiate do Panamá, 2001), Lantana (2001), Frida (2002), Pirates of the Caribbean: the Curse of the Black Pearl (Piratas das Caraíbas: a Maldição do Pérola Negra, 2003), Intolerable Cruelty (Crueldade Intolerável, 2003) ou Munich (Munique, 2005).
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