gigantomaquia

A luta entre Gigantes e deuses constituiu um dos temas preferidos da arte da Antiguidade, pela riqueza de detalhes poéticos e estranheza das figuras envolvidas, sendo particularmente empregue na decoração dos frontões dos templos. Após uma guerra de dez anos, os olímpicos teriam conquistado o poder do mundo, prendendo Cronos e os Titãs no fundo dos Infernos e ordenando aos Ciclopes e Hecatonquiros que guardassem a porta da escuridão, para que os prisioneiros não tentassem fugir. Gaia, a grande mãe, sofria com a prisão dos seus filhos, os Titãs, e chamou, então, os Gigantes, também seus filhos, pedindo-lhes que enfrentassem o Olimpo. Dotados de força descomunal e protegidos por muitos artifícios mágicos, os Gigantes eram praticamente invencíveis. O Destino determinou que só poderiam morrer quando fossem atacados simultaneamente por um deus e um mortal e Gaia havia-lhes dado uma erva mágica que os tornava invulneráveis aos golpes desferidos pelos mortais. Sabendo do ataque planeado pelos Gigantes, Zeus, Poseídon e Hades, os três irmãos olímpicos, prepararam as suas armas para a guerra. Zeus muniu-se da égide e do seu raio, Poseídon tomou o seu tridente e Hades o capacete que o tornava invisível. Reuniram os outros deuses sob o seu comando e, a fim de preencheram as condições exigidas pelo Destino, chamaram Héracles (Hércules), o corajoso mortal. Em Flegra, na Macedónia, onde haviam nascido, os Gigantes ergueram as suas lanças e prepararam-se para o ataque, mostrando os seus imensos corpos protegidos por armaduras. Alcioneu e Porfirião seriam os responsáveis por comandar o ataque. Neste violento confronto ter-se-iam afundado ilhas, formado montanhas e vales. Após um longo período de luta, os olímpicos venceram os Gigantes, consolidando o seu poder.
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