Giorgio Grassi

Arquiteto italiano, Giorgio Grassi nasceu em 1935, em Milão, e estudou Arquitetura no Politécnico de Milão, terminando o curso em 1960. Integrou o Centro de Estudos e a Redação da revista italiana Casabella-continuitá entre 1961 e 1964.
Iniciou a sua carreira como docente em 1965, tendo sido professor na Faculdade de Arquitetura de Pescara e do Politécnico de Milão, do qual é responsável da cadeira de Composição Arquitetónica.
Conta com uma vasta obra crítica e teórica, tanto em artigos publicados em diversas revistas da especialidade, como em ensaios de que é autor, tais como La Costruzione logica dell'architettura, Pádua, 1967; La arquitetura como oficio y otros escritos, Barcelona, 1979, e Architettura lingua morta, Milão, 1988.
Grassi, tal como o arquiteto Aldo Rossi, protagonizou uma proposta de abordagem, em relação à arquitetura, com especial ênfase para uma releitura da cidade, da sua história e dos parâmetros que definiam a sua caracterização, analisando e estruturando o papel desempenhado pelas questões tipológicas da construção, na determinação da estrutura morfológica da forma urbana à medida que se desenvolve com o tempo, bem como a reformulação das regras necessárias à sua combinação e composição, tendo sempre presente os conceitos associados à tradição arquitetónica e urbana, recuperando o valor do legado histórico e do seu significado.
Profundamente influenciado por Karl Friedrich Schinkel, Ludwig Hilberseirmer e Heirich Tessenow, encara a arquitetura como fazendo parte de um processo de continuidade cujo objetivo não é o de rutura, mas sim tornar evidente o "problema" ao qual o projeto deverá ser capaz de dar "resposta".
Assim, nos seus projetos preocupa-se, sobretudo, com questões de ordem tipomorfológicas associadas à história e crítica da arquitetura, que propõem um reconhecimento do "lugar", a recuperação dos fundamentos da caracterização da arquitetura e da cidade, utilizando para tal um léxico formal e compositivo baseado, entre outras, em operações de repetição, e as modificações produzidas pela tensão própria do "lugar" que constrói cada projeto.
É autor de inúmeros projetos, tais como: a casa junto ao Lago Iseo, em Velo di Marone, Itália (1962); o concurso para o Monumento aos Caídos da Resistência, em Brescia, Itália (1965); o restauro do Castelo de Abbiategrasso, Itália (1970); a Residência de Estudantes, em Chieti, Itália (1976-1979); a Unidade Residencial em Lützowplatz, Berlim (1981); o restauro e reabilitação do Teatro Romano de Sagunto, Valência, Espanha (1985-1993); os edifícios de habitação coletiva sobre uma ilha artificial, Groningen, Holanda (1987); a Biblioteca Pública Central, Groningen, Holanda (1989-1992); a biblioteca Universitária do novo Politécnico na área de Borisa, Milão, Itália (1990); a Biblioteca para o novo campus universitário, Valência, Espanha (1990); a Escola Pública Carme de Abaixo, Santiago de Compostela, Espanha (1992-1993); e o Projeto de Ordenamento da Postdamer-Platz/Köthenerstrasse, Berlim (1993).
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