Giotto

Precursor da arte renascentista, Giotto di Bondone nasceu numa localidade próxima de Florença, possivelmente em 1267. Teria sido discípulo de Cimabue, em Assis, tendo trabalhado nessa época em frescos da Igreja Superior de S. Francisco. Nesse caso teria recebido a influência de Pietro Cavallini. O superior franciscano da Igreja encomendou-lhe ainda A Lenda de S. Francisco. Afastando-se da tradição da arte greco-bizantina, utilizou a noção de volume em três dimensões e, dotado de um sentido da narrativa muito próprio, concebeu os frescos sobre a vida de S. Francisco como pequenas histórias em que os pormenores realistas adquirem profundo significado e expressividade. Em 1300, Giotto era já considerado um mestre. Na capela de Arena, em Pádua, executou os frescos sobre a vida de Maria e de Cristo. A Apresentação no Templo, A Ressurreição de Lázaro, O Beijo de Judas, apresentam uma unidade dramática capaz de traduzir uma intensa expressão psicológica. Aplicou ainda a noção de perspetiva às personagens, sendo as do primeiro plano logicamente maiores do que as do segundo plano, e enriqueceu a sua paleta com cores mais vibrantes. Nos anos seguintes trabalhou em várias cidades e em Florença dirigiu os trabalhos de construção da catedral. De 1320 a 1335 pintou as famosas cenas da vida de S. Francisco na capela Bardi, em S. Croce e mais tarde as de S. João Batista e de S. João Evangelista na capela Peruzzi. Faleceu em 1337, rico e respeitado, depois de ter formado artistas excecionais e de ter assegurado o aperfeiçoamento de uma arte renascentista humanista.
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