Giovanni di Marignolli

Frade da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), foi um dos pioneiros das epopeias missionárias e explorações da Ásia na Idade Média. Homem muito culto, poliglota, diplomático, nasceu em finais do século XIII em Florença, Itália. Conhecido também por Giovanni di San Lorenzo, foi nomeado e enviado pelo papa Bento XII (1334-42), em 1339, como embaixador ao Grande Cão (Khan) Togor-Timur, que o recebeu triunfalmente. Cumpriu a sua missão, permanecendo três anos na China, tendo depois demorado onze anos a regressar à sua pátria, o que decorreu na primeira metade da década de 50 do século XIII. Esta longa viagem de regresso explica-se pela longa volta que era então dada no regresso do Império do Meio, pois atravessava-se toda a sua região sul até ao mar da China Meridional e, depois, ou por terra (pela Indochina, numa viagem muito perigosa e difícil) ou pelo mar (contornando a península Malaia, o que era frequente), chegava-se à Índia, dirigindo-se depois para a Pérsia. De seguida, passava-se pela Mesopotâmia até à Palestina, de onde se poderia então partir para um porto italiano.
Sabe-se que, a 12 de maio de 1354, foi eleito bispo de Bisignano, Itália. Era grande o seu prestígio e fama pela missão concretizada no Oriente, o que fez com que o imperador Carlos IV da Boémia o convidasse para seu conselheiro, capelão e cronista. Entre 1356 e 1357 sabe-se que terá sido mediador de paz entre Florença e Bolonha.
Faleceu a 22 de março de 1359, em Florença, vindo a ser enterrado na igreja de Santa Cruz, dessa mesma cidade.
Na qualidade de cronista de Carlos IV, escreveu o Chronicon Bohemorum, desde o começo do mundo até ao seu tempo, obra na qual plasmou o seu itinerário asiático, com informações sobre topografia, clima, história, etnografia, etc. Outras obras lhe foram atribuídas, mas nenhuma delas se conservou para o provar.
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