gnomo

Invisíveis, os gnomos eram seres sobrenaturais que privilegiavam os sonhos, a imaginação, a intuição e a inspiração, de tal forma que eram capazes de tornar visível qualquer objeto invisível. Na origem do seu nome está a palavra grega gnosis, que significa conhecimento, dado se pensar que ao habitar as profundezas da Terra, o gnomo estava em contacto com todos os seus segredos. Eram uma espécie de alma dos objetos inanimados aos quais davam vida, existência e valor. Tal como as salamandras estão ligadas ao elemento fogo e as sílfides ao elemento ar, os gnomos faziam parte da Mãe Terra e possuíam todos os conhecimentos relativos às suas riquezas culturais, quer estas fossem rochas, metais, pedras preciosas ou minerais, quer em termos das técnicas de extração, como da sua constituição e poderes especiais. Os gnomos fazem parte, ainda hoje, da tradição dos povos do Norte da Europa e eram considerados os espíritos protetores dos mineiros, ferreiros e outros artesãos ligados aos minérios e aos metais, mas também, por vezes, os responsáveis pelos desastres das minas que vitimavam os trabalhadores.
A tradição hebraica da Cabala também refere os gnomos, uma crença originária do Oriente, de onde teria vindo para o Norte da Europa e depois para a América. Ser de humor instável, capaz tanto de ajudar os humanos como de os castigar, o gnomo masculino era representado como pequenino e feio enquanto que o feminino era de uma grande beleza e calçava sapatos ornados de pedras preciosas. Os gnomos feminino e masculino simbolizam a união dos contrários em todos os seres, o bom e o mau, o bonito e o feio, a riqueza e a pobreza. De temperamento instável, os gnomos espelham os estados de consciência instáveis e antagónicos e também os conhecimentos ocultos.

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