Graciano (imperador)

Imperador romano, nasceu em 359 d. C. e reinou entre 367 e 383, ano da sua morte, na dinastia Valentiniana.
Chamava-se Flávio Graciano e era o filho mais velho de Valentiniano I e seu sucessor natural, tendo por ele sido proclamado imperador em agosto de 367. Era uma figura atlética, de belo aspeto, mas um fervoroso cristão, muito beato e sem a forte personalidade de seu pai. Só sucedeu a seu pai, efetivamente, em 17 de novembro de 375, com apenas 16 anos. Governou sempre sob a influência de outros, sobretudo do seu ex-precetor Ausónio (até 379) e do comandante-em-chefe Merobaude. Em 378, enquanto marchava até Valente, a quem ia ajudar contra os Godos, tornou-se no último imperador romano a atravessar o Reno para rechaçar os Alamanos. Mas a perda de dois terços do exército do Oriente em Adrianópolis fez com que a situação militar no Império ficasse insustentável. Graciano chamou então Teodósio I para junto de si e nomeou-o imperador do Oriente em janeiro de 379. Juntos, lutaram por suster a pressão dos Godos.
Em 383, quando Graciano se preparava para marchar contra o usurpador Máximo, foi abandonado por Merobaude, obrigando-o a fugir. Foi, porém, apanhado pelo exército em Lyon, na Gália, a 25 de agosto, data em que foi também assassinado.
Influenciado pelo bispo de Milão, Sto. Ambrósio, grande Doutor da Igreja do Ocidente, Graciano completou a política de tolerância religiosa empreendida por seu pai, repudiando o velho título imperial, pagão, de pontifex maximus e subtraindo ao Senado o altar da Vitória.
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