Guerras Carlistas

Entre 1823 e 1833, a Espanha caracterizou-se por inúmeros "pronunciamentos", tendo Fernando VII reprimido todos estes. Entretanto, é cada vez mais evidente a divisão da Espanha em dois partidos: o absolutista, que tinha como sucessor direto ao trono Carlos de Bourbon, irmão do rei; e o constitucional, empenhado em estabelecer a monarquia liberal. Fernando VII do seu quarto casamento teve duas filhas: Isabel, a mais velha, foi designada herdeira ao trono. O príncipe Carlos, assim afastado, reitera os seus direitos e a sua vontade de lutar por eles. Cristina, a rainha viúva e regente, procurou isolar o príncipe do apoio internacional. Isabel foi reconhecida pela França e Inglaterra, mas a Áustria, a Prússia e a Rússia não emitiram os seus pareceres; alguns Estados italianos, contudo, reconheceram Carlos como legítimo herdeiro. A força do tradicionalismo carlista contra o liberalismo estava na questão dinástica, na defesa dos privilégios locais (foros) frente às leis do liberalismo e na questão religiosa. À guerra civil, que entretanto alastrava por Espanha, acrescentava-se a luta entre liberais moderados e extremistas. Em 1837 é proclamada uma constituição e em 1839, depois de cinco anos de guerra civil, assina-se uma espécie de armistício entre Espartero, general isabelista, e Maroto, general carlista. Isabel II toma conta do poder em 1843. Entretanto, surge novamente a questão carlista, mas a opinião pública estava exausta. De qualquer modo, este período caracteriza-se pela repressão dos liberais, ditos progressistas, e carlistas, assim como pela falta de um programa político organizado para enfrentar a situação.
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