Guiana

Geografia
País da América do Sul. É banhado pelo oceano Atlântico, a norte e nordeste, e faz fronteira com o Suriname a leste, o Brasil a sul e a oeste, e a Venezuela a noroeste. Abrange uma área de 214 970 km2. As cidades principais são Georgetown, a capital, com uma população de 229 600 habitantes (2004), Linden (44 500 hab.) e Nova Amesterdão (32 900 hab.).
A Guiana é caracterizada por uma região costeira com 30 quilómetros e onde o mar tem vindo a conquistar terreno. Aqui, o Homem esforça-se por construir diques no sentido de se proteger contra as marés. A zona das areias brancas é pouco fértil, mas contém jazidas de bauxite. A região montanhosa situa-se no Centro-Oeste do país e culmina na fronteira brasileira na serra Pacaraima; no Sul, existe um planalto coberto de vastas savanas.
Clima
O clima é tropical. É geralmente quente e húmido, apenas mais moderado no Nordeste por causa dos ventos. Tem duas estações chuvosas por ano, entre maio e agosto e de novembro a janeiro.

Economia
A Guiana dispõe de recursos naturais, como reservas mineiras de bauxite, ouro, diamantes, magnésio e urânio. Possui enormes recursos hidroelétricos e terras aptas para a agricultura na zona costeira, onde se cultiva a cana-de-açúcar. Os principais parceiros comerciais da Guiana são os Estados Unidos da América, o Canadá, o Reino Unido e a Itália.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 2,2.

População
A República da Guiana registava, em 2006, uma população de 767 245 habitantes, a maioria da qual vive em zonas rurais. A densidade de população é de 4. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 18,28%o e 8,28%o. A esperança média de vida é de 65,86 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,740 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,730 (2001). Os dois grupos étnicos mais importantes são os indianos (50%) e os negros (36%), ameríndios 7% e outros/%; existem ainda minorias importantes de chineses e portugueses e cerca de 35 000 índios autóctones. As religiões predominantes são o protestantismo (34%), o hinduísmo (34%) e o catolicismo (18%). A língua oficial é o inglês.

História
O território era habitado por índios quando, em 1500, chegaram os primeiros europeus. A área hoje da Guiana foi colónia holandesa entre 1621 e 1796, altura em que foi conquistada pelos Britânicos. Transformou-se em colónia inglesa em 1831 com o nome de Guiana Britânica. Os colonos ingleses faziam dos negros escravos mas, com a abolição progressiva da escravatura, entre 1834 e 1838, foram atribuídas parcelas de terreno aos negros. Seguiu-se uma crise económica porque o açúcar era a principal produção e teve de concorrer com países como o Brasil e Cuba. Nesta altura chegaram à Guiana emigrantes indianos que introduziram a cultura do arroz e do café. De 1846 a 1917 chegaram à Guiana 240 000 emigrantes. Em 1950 Cheddi Jagan começou a apostar na independência do país e fundou o Partido Progressista do Povo e três anos depois escreveu uma Constituição liberal que previa eleições livres. Jagan tornou-se primeiro-ministro, atitude que não agradou a Winston Churchill. As lutas internas agudizaram-se, surgiram greves acompanhadas de incêndios nas plantações. Em 1957 realizaram-se eleições e venceu o partido de esquerda liderado pelo indiano Cheddi Jagan. Londres mandou reforços militares para Georgetown, suspendeu a Constituição e ficou a governar o país interinamente. Em julho de 1961 recebeu o estatuto de autonomia interna. Até à data da independência, em 1966, a Guiana sofreu lutas políticas e económicas e aderiu à Commonwealth. Seguiu-se um período de graves problemas económicos e forte repressão que marcaram os anos 70 e 80 e que levaram a uma emigração em massa.
Forbes Burnham surgiu como o novo líder nacional em oposição a Jagan, apesar de se designar socialista. As empresas nacionais são controladas pelo Governo através de uma política de cooperativismo que é a doutrina oficial do país.
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