Guimarães Passos

Escritor e jornalista brasileiro, Sebastião Cícero Guimarães Passos nasceu a 22 de março de 1867, em Maceió, no Estado de Alagoas (Brasil).
Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro, onde contactou com Paula Ney, Olavo Bilac, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo. Colaborou na imprensa, como em A Semana, Gazeta da Tarde, Gazeta de Notícias, escrevendo algumas vezes com os pseudónimos Filadelfo, Gill Floreal, Tim, Fortúnio, Puff. Para além do jornalismo, Guimarães Passos foi arquivista da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial, posto que perdeu aquando da Proclamação da República.
Em 1893, aderiu ao governo revolucionário, estabelecido no Paraná, e lutou contra o marechal Floriano Peixoto. Depois da revolta, exilou-se na Argentina, em Buenos Aires, onde realizou conferências sobre literatura brasileira e participou em jornais locais, como La Nación e La Prensa. Em 1896, de regresso ao Brasil, Guimarães Passos tornou-se num dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. Como poeta, pertencente ao parnasiano, publicou algumas obras: Versos de um Simples (1891), Hipnotismo (1900), Horas Mortas (1901), Dicionário de Rimas (1905) e Tratado de Versificação (1905), estas duas últimas publicações tiveram também a colaboração de Olavo Bilac),
Doente com tuberculose e querendo melhorar a saúde, o escritor partiu para a ilha da Madeira e, posteriormente, para Paris.
Guimarães Passos faleceu a 9 de setembro de 1909, em Paris, França. Os seus restos mortais foram transladados para o Brasil, em 1921.
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