Halldór Laxness

Escritor islandês, de nome verdadeiro Halldór Gudjónsson, nascido em 1902, em Reiquiavique, e falecido a 8 de fevereiro de 1998. Estudou na capital islandesa durante a juventude, mas depois mudou-se para Laxness, cidade da qual aproveitaria o nome para formar o seu pseudónimo, Halldór Laxness. Aos 14 anos, publicou pela primeira vez um artigo num jornal Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, viajou por toda a Europa, estudando os movimentos artísticos e intelectuais da época. Aos 21 anos, converteu-se ao catolicismo, mas ficou desiludido com a Igreja Católica e relatou essas experiências no romance Vefarinn mikli frá Kasmir (O Grande Tecelão de Caxemira), que publicou em 1927. Este foi considerado o seu primeiro grande romance. Nesse mesmo ano, foi viver para os Estados Unidos da América, onde observou os extremos da pobreza e da ostentação. Este contraste inspirou-o a escrever, em 1929, a obra de contos Althydubókin (O Livro do Povo), onde expunha os pontos de vista do marxismo. Nesta altura, já era um adepto do comunismo e as críticas que fez à sociedade norte-americana levaram a que fosse deportado, regressando assim à Islândia, em 1930. De novo no seu país, dedicou-se a escrever romances sobre o quotidiano da Islândia, conseguindo dar-lhe a imponência das antigas sagas islandesas. Laxness escreveu sobre uma pobre pescadora, as fortunas dos pequenos agricultores e uma tetralogia, que tinha por protagonista um poeta popular islandês. Em 1948, lançou Atómstödin (Estação Atómica), uma obra que serve para criticar a presença de bases aéreas militares dos Estados Unidos da América no seu país. Em 1950, foi ativista do Movimento pela Paz, apoiado pela União Soviética, e, dois anos mais tarde, recebeu o Prémio Estaline de Literatura. Em 1955, atingiu o ponto máximo da sua carreira de escritor ao ganhar o Prémio Nobel da Literatura. Na década de 60, dedicou-se ao misticismo e a escrever peças para teatro e ensaios. Em 1975, escreveu um livro de memórias da infância e juventude em forma de romance. Até à sua morte, em 1998, dedicou-se à sua carreira literária, aos contos, poesia e romance.
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