Harry Edmund Martinson

Escritor sueco, Harry Edmund Martinson nasceu a 6 de maio de 1904, em Jämshög, uma localidade do Sul do país, e faleceu em Gnesta, a 11 de fevereiro de 1978. O pai, comandante de uma embarcação, faleceu quando Harry contava apenas seis anos de idade, o que fez com que a mãe o abandonasse a um orfanato, partindo em seguida para os Estados Unidos da América.
Harry Martinson passou então por um período bastante complicado, cumprindo um ciclo inevitável. Uma família adotiva predispôs-se a aceitá-lo, sobrecarregado de trabalho duro, Harry fugiu, acabando por ser capturado e levado para o orfanato, para de novo ser adotado e tornar a fugir.
Aos catorze anos de idade abalou definitivamente, encontrando o seu refúgio no mar. Trabalhou a bordo de navios a vapor como grumete e maquinista naval, chegando a destinos tão longínquos como a Índia e a América do Sul, onde passou grandes temporadas sustentando-se como tarefeiro. Acabou, no entanto, por contrair tuberculose, agravada sobretudo pelo constante manuseamento de carvão enquanto embarcadiço, pelo que regressou à Suécia. Aí conheceu a sua futura esposa, uma escritora que tomou o nome de Moa Martinson, viúva e mãe de três filhos, e cerca de quinze anos mais velha do que Harry Martinson. Casou-se em 1929 e, nesse mesmo ano, publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de poemas intitulada Spökskepp (1929). Suscitou alguma atenção por parte da crítica, que acolheu ainda melhor o aparecimento de Nomad em 1931. Por essa altura juntou-se ao movimento literário Fem Unga, classificado como vitalista-primitivista.
Em 1939 as tropas soviéticas invadiram o território finlandês, na chamada Guerra do inverno. Martinson achou por bem alistar-se no Corpo Voluntário Sueco para defender a soberania daquele país. Verklighet Till Döds (1940) descrevia as suas experiências no campo de batalha.
Em 1945 publicou Passad (Ventos Alísios), uma viagem espiritual dedicada ao companheirismo e, em 1948, foi a vez de Vägen Till Klockrike (Passagem Para Klockrike), romance que descreve as vagabundagens de Bolle, um homem lúcido e individualista.
No ano de 1949 tornou-se no primeiro autodidata oriundo do proletariado a ser eleito membro da Real Academia Sueca e, em 1954, recebeu um doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Gotenburgo.
Em 1956 publicou Aniara, um poema épico que profetizava a evacuação do planeta Terra, tornada inabitável.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1974.
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