Heiner Müller

Dramaturgo alemão, um dos maiores da geração que se seguiu à de Brecht, nascido em 9 de janeiro de 1929, em Eppendorf, e falecido a 30 de dezembro de 1995, em Berlim. Com 4 anos, viu o seu pai, opositor ao regime de Hitler, ser preso pelo exército nazi. Em 1944, o jovem Heiner é alistado à força no exército, sendo feito prisioneiro no final da guerra. Em 1946, regressa a Berlim, radicando-se na parte da cidade ocupada pelos soviéticos. Em 1951, casa-se com Inge Maier, pelo que se recusa a acompanhar o seu pai na fuga para a Alemanha Federal. Em 1953, vai aproximar-se dos meios brechtianos, dedicando os seus esforços a um tipo novo de dramaturgia que procurava retratar a realidade económica e social da Alemanha. A sua primeira peça será Fura-Tabelas (1956), seguindo-se A Vida no Campo (1961) e O Canteiro (1964). Afetado pelo suicídio da sua esposa em 1966, conferirá uma visão mais pessimista e metafísica às suas obras. Com efeito, volta-se para a tragédia grega, adaptando Édipo-Rei de Sófocles e Prometeu de Ésquilo. Mais tarde, aboradrá o comunismo em obras como Morte em Berlim (1971), A Batalha (1974) e Quarteto (1980). A sua última peça foi Germania 3 (1995). Em Portugal, Muller já foi encenado pelo Teatro da Cornucópia e pelo Teatro Aberto. A peça Germania 3 foi representada em Portugal no Centro Cultural de Belém, com encenação de Jean Jourdheuill, em 1997, um ano após a morte de Muller. O dramaturgo também serviu de inspiração a um espetáculo e álbum dos Mão Morta: Muller no Hotel Heissischer Hof (1998).
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