Helen Fielding

Escritora inglesa nascida em 1960, em Morley, uma cidade industrial no West Yorkshire, no norte de Inglaterra.
Na juventude começou por estudar na escola feminina de Wakefield, onde conseguiu acesso para a Universidade de Oxford. Aí estudou inglês, já com a intenção de se tornar escritora. Em 1979 graduou-se e a estação estatal de televisão BBC (British Broadcasting Corporation) convidou-a para produtora. Apesar da sua preferência ser a escrita, Helen Fielding quis aproveitar a oportunidade de um bom emprego e aceitou ir para a BBC. Durante cerca de dez anos trabalhou na produção de documentários televisivos, tendo passado por países como o Sudão, Etiópia e Moçambique. Paralelamente, produziu programas de entretenimento, programas para crianças e noticiários.
Aos 27 anos fez a sua primeira experiência na escrita, em parceria com o ex-colega de universidade Richard Curtis e com o escritor Simon Bell. O trio concebeu um livro cómico que satirizava uma obra sobre os antepassados da nobreza britânica e escolheu um extenso título: Who's Had Who: In Association With Berk's Rogerage: An Historical Register Containing the Official Lay Lines of History From the Beginning of Time to the Present Day. Mais tarde, em 1994. Richard Curtis escreveu o argumento do filme cómico Four Weddings and a Funeral (Quatro Casamentos e um Funeral) e inspirou-se em Helen Fielding para construir a personagem representada por Andie MacDowell. Entretanto, em 1989, Helen Fielding deixou a televisão e tornou-se freelancer em jornais como o Independent, o Sunday Times e o Telegraph.
Em 1994 escreveu o primeiro romance, intitulado, Cause Celeb (Ricos, Famosos e Beneméritos), uma obra irónica sobre as recolhas de fundos beneficiários feitas por celebridades. Para escrever este livro inspirou-se na sua experiência em África enquanto produtora de televisão. Graças ao sucesso da obra, o Independent contratou-a para escrever uma coluna semanal de opinião. Para não se expor, Helen Fielding propôs ao jornal escrever em nome de Bridget Jones, uma personagem feminina que ela tinha criado para uma série cómica de televisão. Esta colunista fictícia, com "trinta e tal anos", tornou-se num grande êxito, passando a fazer parte da cultura popular britânica e inclusive criando termos que passaram a ser utilizados por muita gente
Helen Fielding aceitou trabalhar como colunista para poder financiar um livro que pretendia escrever sobre os problemas económicos das Caraíbas. No entanto, em 1996 mudou de ideias e escreveu, em quatro meses, um romance humorístico baseado nos artigos do Independent a que chamou Bridget Jones's Diary (O Diário de Bridget Jones). Com esta obra Fielding ganhou o prestigiado British Book Award.
Dois anos mais tarde, Helen Fielding escreveu a continuação da obra, Bridget Jones: The Edge of Reason (O Novo Diário de Bridget Jones).
Ambos os livros foram adaptados com sucesso ao cinema. O primeiro filme estreou em 2001, sob a direção do realizador Sharon Maguire (amigo de Helen Fielding), com a atriz norte-americana Renée Zellweger a interpretar Bridget Jones, Colin Firth no papel de Mark Darcy e Hugh Grant como Cleaver. O segundo estreou em 2004 e contou com a realização de Beeban Kidron e o mesmo leque de atores.
Como referenciar: Helen Fielding in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-27 11:06:41]. Disponível na Internet: