Henry Fonda

Ator de teatro e de cinema norte-americano nascido em 16 de maio de 1905, em Grand Island, e falecido em 12 de agosto de 1982, em Los Angeles. Descendente duma família de holandeses, frequentou o curso de Jornalismo, mas desistiu para trabalhar como paquete. Apaixonado pela interpretação, começou por fazer teatro amador no grupo Omaha Community Playhouse. Em 1928, tornou-se ator profissional, ingressando na companhia University Players Guild, onde foi colega de Margaret Sullavan (sua futura esposa) e James Stewart, de quem foi grande amigo. No ano seguinte, chegou à Broadway, onde ganhou destaque com a peça The Game of Life and Death (1929). Estreou-se cinematograficamente com a comédia The Farmer Takes a Wife (A Mulher do Camponês, 1935). O seu primeiro filme de nomeada foi Jezebel (Jezebel, a Insubmissa, 1938), onde trabalhou ao lado de Bette Davis, seguindo-se uma enérgica personificação de Abraham Lincoln em Young Mr. Lincoln (A Grande Esperança, 1939), de John Ford. Mas o filme que tornou Fonda uma estrela a nível internacional foi The Grapes of Wrath (As Vinhas da Ira, 1940), baseado no romance homónimo de John Steinbeck. O seu formidável retrato de Tom Joad que viaja para a Califórnia com a sua família para fugir aos efeitos da Grande Depressão e ao espetro da fome, mereceu-lhe uma merecida nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Curiosamente, foi por insistência do próprio Steinbeck que Fonda ficou com o papel, visto que o produtor do filme, o poderoso Darryl Zanuck pretendia inicialmente Tyrone Power. As décadas de 40 e de 50 coincidiram com o auge de Fonda, devido a trabalhos de sucesso em My Darling Clementine (A Paixão dos Fortes, 1946), Fort Apache (Forte Apache, 1948), Mister Roberts (1955), War and Peace (Guerra e Paz, 1956) e Twelve Angry Men (Doze Homens em Fúria, 1957). A sua carreira entrou em decadência nos anos 60, tendo o ator optado por se dedicar mais ao teatro e televisão. Dos poucos filmes feitos durante este período, destaca-se apenas o western-spaghetti C'era Una Volta il West (Era Uma Vez no Oeste, 1968), onde, num papel atípico na sua carreira, desempenhou o papel de vilão. Na década seguinte, trabalhou sobretudo na Europa, participando em filmes de duvidosa qualidade. A exceção foi Fedora (O Segredo de Fedora, 1978) de Billy Wilder. Já septuagenário, a Academia mostrou-se sensível ao facto dum ator da sua grandeza nunca ter sido premiado a agraciou-o com um Óscar Honorífico. Curiosamente, Fonda quis provar que as suas qualidades interpretativas continuavam intactas e juntou-se a Katherine Hepburn e à sua filha Jane Fonda para protagonizar o melodrama On Golden Pond (A Casa do Lago, 1981). Aqui, arrancou uma inesquecível atuação como professor reformado em conflito interior com o seu envelhecimento e aterrorizado com a possibilidade de perder as suas faculdades mentais. Foi o seu último filme e foi uma despedida gloriosa com a atribuição do Óscar para Melhor Ator, suplantando uma concorrência de peso composta por Burt Lancaster, Paul Newman, Warren Beatty e Dudley Moore, tornando-se o intérprete mais idoso a vencer o Óscar na categoria de Melhor Ator Principal. Não recebeu o Óscar pessoalmente, visto que, na altura da cerimónia estava hospitalizado, lutando contra uma doença cardíaca, tendo falecido, poucos meses depois. É pai do ator Peter Fonda e avô de Bridget Fonda.
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